Marcelo Toledo

startups, empreendedorismo e tecnologia

Startups: O que é uma startup?

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Há seis semanas tenho escrito exclusivamente sobre startups e algumas pessoas ainda me perguntam:

“O que significa startup?”

Resolvi que antes de avançar no tema, falarei sobre isso. Possivelmente você tem uma startup e talvez não saiba. Se você se interessa por startups, tem ou pretende abrir uma, você deveria receber os posts e participar das discussões semanalmente. Se você ainda não recebe, sugiro que se cadastre para receber por email aqui, ou se preferir por rss aqui.

O que realmente significa o termo startup?

O termo ficou famoso durante a primeira grande bolha da internet (dot-com bubble), nos Estados Unidos, entre 1995 e 2000. Significava uma ou mais pessoas, executando uma ideia, para possivelmente se tornar uma empresa rentável.

O número de startups criadas nesta época que receberam investimentos, foi fora do comum. Pouco tempo depois, muitas dessas startups quebraram e o dinheiro investido foi para o ralo. Por outro lado, muitas pessoas ganharam uma quantidade absurda de dinheiro em pouquíssimo tempo. Isso chamou a atenção do mundo e desde então o termo startup nunca mais deixou de ser utilizado.

Muitas startups tentam ser significativas a ponto de mudar o mundo. Para atingir este objetivo, é necessário muito investimento – financeiro. Diversas empresas que hoje conhecemos, IBM, Cisco, HP, Microsoft, …, que já foram uma startup um dia, se não tivessem recebido investimentos, talvez hoje não existissem.

Dada tamanha importância desses investimentos, os investidores, Angels e VCs, tem um papel vital para o eco-sistema de startups. Por este motivo, o peso de sua influência no termo startup é gigante e muitos deles são adeptos da seguinte definição:

“Uma startup é uma organização formada para encontrar um modelo de negócio repetível e escalável”

Em outras palavras e trazendo um pouco para a nossa realidade. Uma startup é uma empresa recém criada, de qualquer ramo ou área.

As startups nascem de ideias de empreendedores, que acreditam poder fazer um produto ou serviço significativo e rentável. Durante o processo de desenvolvimento dessa ideia, define-se um modelo de negócio.

Absolutamente todas essas definições iniciais, são suposições, tanto que em muitas startups essas suposições provam-se falsas no meio do caminho e novas suposições são feitas.

Essa inclusive é uma das características mais fortes e importantes de uma startup, afinal, é importante que o empreendedor entenda e assuma que tudo são chutes, que precisam ser testados e validados, e caso o chute esteja errado, rapidamente mude para testar e validar novas suposições.

Quando fala-se de modelo de negócio, trata-se de entender de forma clara e objetiva, como a empresa cria valor para os clientes. Qual sua estratégia, operação e modelo econômico.

Quando fala-se de repetível e escalável, estamos falando que, após encontrar o modelo acima, ele deverá ser passível de repetição e escalonamento. Afinal, de nada adiantaria você encontrar um modelo que só funcionaria para um pequeno grupo de pessoas, certamente isso seria um modelo falho com passagem marcada para o insucesso.

Quando o modelo encontrado for repetível e escalável, bastaria então acelerar as aquisições de clientes para a empresa crescer. Resumindo, os investidores poderiam, na teoria, jogar um caminhão de dinheiro nesta startup, que ela rapidamente cresceria e traria ótimos resultados.

Você tem uma startup? Que tal nos contar sobre ela deixando um comentário?

  • http://www.facebook.com/eduardocrs Eduardo Cruz

    Esse mês rola o evento Startup Lessons Learned nos EUA. Aqui em Recife vai rolar a retransmissão, para os interessados.
    http://sll2011recifesimulcast.eventbrite.com/

  • http://www.sourcenet.com.br Andre Gomes

    No inicio tive a ideia mas não tinha o dinheiro, fui conversando com demais pessoas percebi que meu produto poderia atender demanda de algumas empresas, mas seria loucura eu largar tudo

    e sem dinheiro parar de trabalhar e a faculdade para aplicar a minha idéia, levaria tempo até ter um software que me rende-se o suficiente para sobreviver e pagar as contas.

    Apesar disso acreditei na idéia e no meu sócio e saimos para vender mesmo sem ter nada, conseguimos um pequeno cliente que acreditou na idéia e bancou o inicio do desenvolvimento, com essa experiência inicial acabamos mudando totalmente as idéias,

    novas empresas apareceram e mudaram a direção na qual meu negócio estava indo, aplicamos diversas mudanças no nosso planejamento e hoje conseguimos abraçar mais empresas no mercado.

    Antes focavamos muito em produção, hoje o foco essencial do software é o faturamento, assim conseguimos ter mais retorno em menos tempo pegando o boom da NF-e, com isso revertermos esse budget novamente em investimentos nos produtos e na infraestrutura da empresa.

    Hoje a empresa ja está estável e sob controle e o desenvolvimento está a todo vapor..

    • Andre Gomes

      O texto ficou cortado.. :(

  • Pingback: Equipe zuggi de malas prontas para o Chile!

  • Anderson de Araujo

    Olá Marcelo. Sou estudante de Gestão Empresarial com Ênfase em Sistemas de Informação e estou fazendo meu tcc sobre as startup. Teria alguma referência bibliográfica para me indicar.
    Obrigado

    Anderson de Araujo