Startups: Casos de uso

Estou com uma estória bem fresca na cabeça que vai ajudar a ilustrar o tema casos de uso. O Man in the Arena é um vídeo podcast que fala sobre empreendedorismo, se você não conhece, deveria conhecer e assinar, o Leo Kuba e o Miguel Cavalcanti literalmente dão um show em cada programa.
O episódio #23 foi demais, eles conversaram com a Bel Pesce, uma Brasileira que se formou no MIT e tem uma história brilhante. São poucas as pessoas que eu vejo falar com tanta sinceridade, empolgação e brilho nos olhos como ela.
No meio do programa ela conta sobre a sua startup, a lemon.com, que digitaliza recibos de pagamentos através de um aplicativo no celular e organiza na web. Dessa forma, você consegue extrair informações fantásticas sobre seus gastos. Logo após essa explicação (~ 21′), o Miguel faz a seguinte pergunta:
“O lemon.com será para pessoas ou empresas?” — Transcrição não literal
E Bel usou uma forma muito interessante de responder esta pergunta, ela utilizou casos de uso, veja só:
“O produto é tão recente (1 mês de vida), que ainda estamos tentando descobrir, mas existe alguns ‘use cases’ que são bem claros.
O use case de business traveler, o cara que viaja, tem muitos gastos e precisa fazer um relatório para ser reembolsado.
Tem também o caso das pequenas empresas, que não tem software de finanças e precisam de auxílio para melhorar o controle.
Mas tem também o consumidor que quer devolver um item e precisa guardar o recibo.” — Transcrição não literal
O interessante é o seguinte, enquanto eu assistia o programa, várias perguntas passavam pela minha cabeça, exatamente a mesma coisa acontece com os investidores enquanto você fala. Quando o Miguel fez esta pergunta e ela respondeu com esses casos de uso, finalmente as coisas fizeram sentido e eu entendi o potencial do produto.
Já imaginou você conseguiu tirar boas parte das dúvidas de um investidor, simplesmente por explicar casos de uso dos seus clientes? É exatamente este o potencial que você tem ao saber listar os casos da sua startup, é sempre bom ter isso na ponta da língua e um ótimo slide sobre o assunto.
Agora, não existe meio termo em casos de uso, em algumas startups não faz qualquer sentido explorar o tema, por ser tão obvio como e por quem será utilizado. Mas em startups como a Lemon, este slide pode ser o responsável por dar o “click” de entendimento no investidor que estiver lhe ouvindo.
Você leu um artigo que faz parte da série especial de plano de negócios, ao término da leitura desses artigos, você poderá preparar uma apresentação completa para sua startup, com sumário executivo, deck e aprofundamento. Você terá condições de desenvolver todos os principais temas mais solicitados por investidores, seguindo as recomendações de uma das maiores autoridades neste mundo, Sequoia Capital. Leia os artigos anteriores e não esqueça de assinar para receber os artigos em primeira mão.
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