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Aplicando design thinking na sua startup


Para aprofundar o tema do Design Thinking, é preciso compreender o que é Design, efetivamente. Muitas pessoas ainda associam a palavra com a aparência estética do produto e/ou na qualidade, no entanto ela possui um significado muito mais abrangente.

Design é inovar e promover uma experiência mais completa para as pessoas, seja ela emocional, cognitiva ou estética. Além, é claro, de oferecer bem-estar na vida dos consumidores. Sendo assim, sua principal definição é a de gerar soluções e identificar problemas.

Foi com o passar do tempo que os empresários começaram a dar mais valor não só a soluções tecnológicas, mas também a explorar e conhecer novos mercados para conseguir conquistar novos clientes. Para garantir a sobrevivência de suas empresas, começaram a surgir novas oportunidades para ultrapassar seus concorrentes, uma delas é o Design Thinking.

Ele é um processo no qual se usa o raciocínio lógico e criativo ao mesmo tempo, que permite fazer uso de uma abordagem focada no consumidor, desafiando os padrões e criando soluções inovadoras para negócios.

Como o próprio nome já diz, o Design Thinking automaticamente é relacionado por pensamentos, e no meio empresarial não é comum usar o pensamento abdutivo e dedutivo. Em outras palavras:

  • Pensamento Abdutivo: significa usar as suas experiências e conhecimentos para resolver problemas;
  • Pensamento Dedutivo: significa imaginar e visualizar um futuro que ainda não existe (mas deveria).

Você deve estar pensando que tudo isso é muito válido para os Designers, já que eles são considerados criativos por natureza. Acredite: eles não são os únicos seres que pensam assim, – claro que eles já possuem estes pensamentos aflorados em seu dia a dia – mas todo ser humano de certa forma é um Design Thinker.

Vendendo ideias através do Design Thinking

Afinal, o que é preciso para ser um Design Thinker? Veja abaixo algumas características importantes:

  • Ter um senso crítico e ser flexível com mudanças;
  • Ter empatia pelas atitudes e comportamentos das pessoas;
  • Ser paciente para permanecer em um ambiente hostil cheio de problemas, até que as perguntas certas possam surgir;
  • Consideração pelo colaborativo, aproximar-se do problema tanto da empresa quanto de seu cliente final.

Sob o olhar do consumidor final, muitas vezes o produto em si não satisfaz seus desejos e necessidades por completo. Uma boa embalagem ajuda, mas é possível ir além e pensar sob a perspectiva do consumidor. A partir disso, pode-se dizer que Design Thinking combina pensamento criativo e analítico, que são características importantes para desenvolver novos negócios.

Como, onde e quando?

A prática dos pensamentos citados acima, pode garantir soluções inovadoras. Mas como levá-las ao mercado? Só o esforço não é suficiente para gerar um negócio e nada pode te dar garantias de sucesso. Mas a participação de pessoas aliadas a outras práticas pode ajudá-lo a tirar sua ideia e do papel. Veja algumas delas:

Um por todos e todos por um!

O clichê “duas cabeças pensam mais do que apenas uma” é verdadeiro. Saber trabalhar em equipe é primordial para garantir olhares diversificados, interpretações diferenciadas para determinar uma solução inovadora e mais completa.

Descubra na prática

Entender que o Design Thinking não é só responsabilidade do Designer, mas de todos, é muito importante para sua startup funcionar. As experiências tornam o seu produto ou serviço mais palpável e colocá-las em prática garante um retorno mais rápido.

Validando ideias

Lean Startup é uma forma prática de implementar um aprendizado necessário – e diga-se de passagem, obrigatório – para as startups que desejam validar hipóteses sobre o seu produto e mercado. Abaixo estão alguns processos que fazem parte do Lean Startup:

  • Desenvolvimento Ágil: Uma série de métodos de desenvolvimento de software baseado no desenvolvimento iterativo e incremental, onde os requisitos e soluções evoluem através da colaboração entre times auto-organizados e cross-funcionais. Visa diminuir tempo de desenvolvimento, riscos e erros. consideravelmente os riscos e erros do projeto, fazendo com que ele seja entregue mais rapidamente;
  • Customer Development: processo interativo que visa descobrir se suas hipóteses são realmente verdadeiras; basicamente é para entender seu público, suas dores e anseios;

Pense como um camaleão

Uma das características básicas que o camaleão representa para as pessoas é a capacidade de mudar de cor. E por que isso acontece? Para que ele possa se adaptar e se camuflar no meio em que vive. Pode-se dizer que aplicando ao modelo do Design Thinking, a adaptação deve ser contrária, o ambiente tem que ser flexível para as pessoas, facilitando os processos.

Coloque-se no lugar do outro

Como uma das premissas básicas do Design é oferecer uma experiência positiva às pessoas, a empatia serve como um ingrediente poderoso para gerar bons insights. Ao se colocar no lugar do outro e entendendo sua real necessidade, é possível gerar inovações, serviços e produtos mais impactantes.

Existem outras práticas que podem ser implementadas com ou sem uma solução inovadora em mãos, o segredo é ser colaborativo e reconhecer que a busca por um bom negócio é um constante aprendizado.

Transforme problemas em oportunidades

Com tudo o que foi dito até aqui, a pergunta ainda permanece: como podemos integrar todas essas práticas no processo de uma startup? O mais importante é considerar que Design de uma maneira geral, não é sobre produtos e serviços, é sobre pessoas.

Saber definir o problema que você está tentando resolver, também é de grande importância. Tente encontrar uma solução, unindo times cross-funcionais, fazendo perguntas para ajudar a criar, inovar, desenhar novos cenários e oportunidades.

Lembre-se que o objetivo é transformar coisas e pensamentos negativos em propostas inovadoras e positivas para as pessoas

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