Podcast Excepcionais

Excepcionais, esse é o nome que escolhi para o podcast. Eu sempre tive uma rotina de almoçar e tomar cafés com pessoas que eu gosto e admiro. O podcast nada mais é do que isso, só que com um gravador ligado e eu compartilharei esse conteúdo com você.

Você vai encontrar o Excepcionais no Spotify, iTunes, Google e todos os principais canais.

O meu primeiro convidado é o João Paulo Pacifico um amigo há mais de 20 anos. Uma das pessoas que mais admiro no mundo empresarial e empreendedor, ele é a minha maior referência em cultura, felicidade e motivação empresarial:

João é o empreendedor que mudou radicalmente o mercado financeiro com cultura e felicidade. Absolutamente tudo que ele faz é diferente, controverso e absolutamente correto. Não é a toa que o Grupo Gaia já fez mais de 15 bilhões de reais em operações. Segundo ele a fórmula é muito simples e ele conta para nós neste episódio. João Paulo Pacifico é CEO Ativista do Grupo Gaia, Top Voice no LinkedIn, colunista da Veja SP e autor do livro Onda Azul.

Além dos canais que mencionei o Excepcionais tem seu próprio site e lá você poderá, escutar e enviar comentários e sugestões de convidados. Se você escutar agora, pode também segue esse link. Mas antes vou te pedir dois favores, as 8 primeiras semanas de um podcast são muito importantes e se você puder me ajudar, ficarei infinitamente grato:

  1. Compartilhe esse conteúdo com um amigo
  2. Se você tiver iTunes, depois de escutar e achar que eu mereço, avalie meu podcast e coloque um comentário

Um dia incrível e maravilhoso para você!

Entenda porque você perde alcance nas redes sociais

Final do ano passado eu fiz um experimento: Me comprometi a publicar conteúdo no instagram múltiplas vezes por dia incluindo stories diários durante um mês. Bati minha meta fazendo o dobro do prometido e eu cheguei a seguinte conclusão:

Qualquer rede social que cresce demais, eventualmente precisará de um algoritmo que limitará o acesso do seu conteúdo. E as redes sociais antigas estão num terrível momento para isso. Vou ilustrar o problema com um exemplo:

Imagina que neste exato momento faça 2 horas da última vez que você abriu seu Instagram. Neste período as milhares de pessoas que você segue publicaram uma quantidade gigantesca de conteúdos. Assim que você decide entrar no Instagram o aplicativo tem um desafio:

  • Tenho centenas de conteúdos para mostrar.
  • Qual conteúdo eu mostro para você primeiro?

Como um dos grandes desafios no Instagram é melhorar a retenção na rede, ele quer garantir que todo conteúdo que passe na sua frente, seja algo que você realmente fique feliz de ver. Para fazer isso ele analisa todas as suas interações na rede:

  • Com quem você troca mensagens
  • Quem você assiste stories
  • Comentários, Likes, Encaminhamentos
  • E provavelmente dezenas de outras interações

Como a quantidade de conteúdo publicada neste período de duas horas é muito maior do que você tem capacidade de consumir, o alcance na maioria das contas que você segue será praticamente zero. Simplesmente porque você não vai conseguir consumir todo conteúdo pendente.

Isso é ótimo para o consumidor de conteúdo, mas terrível pra quem está começando e tem contas com poucos seguidores.

O esforço que eu tive de publicar durante dois meses conteúdo de forma massiva, praticamente não mudou o ponteiro da minha conta em relação a engajamento/seguidores e isso me fez refletir: Existe alguma forma mais eficiente atualmente de disseminar meu conteúdo?

Observe que não estou levando em consideração se um ou dois meses é pouco, estou simplesmente questionando a eficiência. Se eu repetisse esse comportamento em todas as redes disponíveis, qual teria o melhor resultado?

Pode-se argumentar também que o algoritmo é igual para todo mundo, e se o seu ponteiro não mudou, significa que seu conteúdo foi tão bom assim. É verdade, mas novamente estou questionando a eficiência.

Fiz então uma lista de alternativas e cheguei a uma conclusão: Eu quero fugir das grandes redes e daquelas que atualmente fazem uso intensivo de limitação de alcance. Eu não vou sair de nenhuma rede, mas vou concentrar meus esforços em uma delas.

Como todo final da ano faço, último trimestre de 2019 escrevi minhas metas para 2020. Uma dessas metas foi me concentrar em somente uma rede e a que eu escolhi foi o Podcast. Diferente do que muitos pensam o podcast é descentralizado, uma vez que um usuário assine, somente quando ele deixar de te seguir deixará de receber seu conteúdo. E obviamente se o conteúdo for chato, ele vai parar de escutar.

Então estou aqui para te contar que na segunda-feira agora, 16 de Março, lanço meu podcast. E a partir de então, toda segunda-feira, ou quase toda segunda-feira você terá um conteúdo novo.

Fica ligado que segunda tem novidades!

Valuation: Guia definitivo para Startups

Valuation é um processo de análise com o objetivo de determinar um valor econômico justo de uma empresa e, ainda que seja fruto de métodos e análises pautadas em parâmetros e conceitos determinados, sempre manterá um grau de subjetividade. Conheça aqui as quatro principais metodologias.

Atualmente, encontramos inúmeras menções à Startups todos os dias, mas a popularização deste termo faz com que muitas pessoas desconheçam quais são realmente as características desse tipo empresarial. Ainda que este seja um termo já usado há algumas décadas nos Estados Unidos, as Startups passaram a fazer parte da realidade dos brasileiros no final dos anos 90 e início dos anos 2000, período conhecido como a Bolha da Internet.

Existe uma confusão acerca do conceito do que é uma Startup e muitas pessoas acreditam ser simplesmente uma empresa que atua no ramo da internet, mas isso não é exatamente verdade. Trata-se, em síntese, de uma empresa, em seu estágio inicial, que conta com uma proposta inovadora, onde há um enorme crescimento em potencial.

Na verdade, as Startups possuem três características básicas e fundamentais:

● Inovação
● Escalabilidade
● Flexibilidade

A inovação é o ponto incontroverso que existe entre o aspecto conceitual e o popular dessa forma de negócio. As Startups apresentam um modelo de negócios inovador, ou seja, criam soluções e possuem abordagens diferentes para solucionar um problema do dia a dia, ao adotar um novo enfoque que foge do padrão, do senso comum. É interessante destacar que existem casos de empresas que não apenas inovam o mercado, mas que também são responsáveis pela criação de um mercado totalmente novo.

A segunda característica, a escalabilidade, diz respeito a um aspecto típico deste modelo de negócio no qual, a medida em que a empresa se consolida no mercado e aumenta sua receita, não há a mesma necessidade de crescimento de custos, o que torna a margem de lucro exponencialmente maior ao empresário ao longo do seu tempo de atividade. Esse é um aspecto fundamental do modelo das Startups que adotam um modelo escalável, em busca da conquista de seus objetivos principais: um crescimento rápido e uma grande acumulação de riqueza, mas que nem sempre se concretiza.

Por fim, quando falamos em flexibilidade, estamos nos referindo a uma verdadeira adaptabilidade e ao dinamismo próprios de empresas onde vigora uma mentalidade e boas práticas mais modernas, sem burocracias desnecessárias, sendo este um ponto chave para que seu negócio seja capaz de acompanhar a evolução do mercado em constante mudança.

Se a sua empresa possui essas características, então esse é o guia certo para você, que é fundador ou acionista de uma Startup. Explicaremos, detalhadamente, os principais aspectos de um valuation específico para esse tipo empresarial.

Quando falamos em valuation, é interessante ter em mente que se trata de um processo de análise com o objetivo de determinar um valor econômico justo de uma empresa e, ainda que seja fruto de métodos e análises pautadas em parâmetros e conceitos determinados, sempre manterá um grau de subjetividade.

Nesse sentido, podemos dizer que cada avaliador poderá chegar, e eventualmente chegará, a um resultado diferente em seu laudo. Assim, em uma primeira análise, pode parecer que o resultado de um valuation não passa de uma mera adivinhação, o que não é exatamente verdade. Esta variação decorre do fato de que pessoas diferentes têm formações e trajetórias diferentes, o que resulta em experiências e formas de análise igualmente diferentes.

Ainda que o processo de avaliação possa ser feito por um profissional não especializado ou mesmo alguém que pertença a empresa, vamos mencionar algumas das vantagens de se buscar um especialista no ramo, que poderá conduz uma análise baseada em fundamentos e dados e manter uma abordagem imparcial.

Esperamos que, ao final, você possa ver claramente o diferencial que uma avaliação pode representar para sua empresa rumo ao tão esperado sucesso empresarial e que esteja preparado para iniciar um valuation ciente das principais informações necessárias para que todo processo transcorra com tranquilidade.

A importância de avaliar a sua Startup

É interessante compreender que uma avaliação de uma empresa traz inúmeros benefícios, seja ela uma empresa tradicional ou uma Startup. O objetivo geral ao se buscar um valuation de qualquer empresa é aferir seu valor justo intrínseco ou de mercado, porém no caso das Startups, onde a captação de investimentos é parte do próprio modelo de negócio, a avaliação acaba tendo um papel fundamental por ser um bom indicador da atratividade deste modelo de negócio em si.

Pensando em Startups como uma empresa ainda em seu estágio inicial, que atua em um ambiente de intenso risco e aposta em uma ideia ousada, surge a pergunta: por que alguém investiria em um negócio tão arriscado? De imediato, lembramos daquela antiga premissa de "quanto maior o risco, maior pode ser o retorno". Nesse momento, um valuation pode ser um divisor de águas e ser benéfico para o futuro do seu negócio.

Quando um investidor decide apostar em uma ideia arrojada, imersa em um cenário de incertezas, ele, certamente, não fará isso às cegas. Assim, é necessário que ele possa avaliar esse negócio com base em parâmetros que o ajudem a avaliar o seu verdadeiro potencial. É aqui que uma avaliação será o seu trunfo.

Conceitos básicos: valuation pre-money e post-money

Começando com as noções básicas, o primeiro ponto que você deve entender é a diferença entre pre-money e post-money valuation. Estes são conceitos simples, mas essenciais ao investidor, já que terão resultados totalmente distintos. Portanto, você sempre deve estar ciente de qual dos dois tem em mãos.

O pre-money valuation, nada mais é do que a avaliação da Startup feita antes de aportes financeiros. Essa avaliação pode oferecer aos potenciais investidores a primeira noção do valor real da empresa e o valor de suas ações. A partir dela, será possível ao investidor saber quanto lhe custará investir de modo a ter um determinado percentual de ações da Startup.

Já o post-money, corresponde aquele feito após um aporte, que normalmente vem sob a forma de uma participação, em geral minoritária, chamada equity. Assim, o valuation post-money será feito considerando o pre-money acrescido do aporte feito.

Para ficar mais claro, vamos a um rápido exemplo:

Valuation pre-money: $1 milhão

Aporte do Investidor: $250 mil

Valuation post-money:$1,25 milhão

Nesse caso, com um aporte de 250 mil, o investidor terá 20% das ações (1/5).

O mais interessante é que o cálculo realizado para se determinar o valuation pre-money não é tão simples e depende de quantos por cento o investidor está adquirindo. Neste mesmo exemplo, caso o investidor quisesse comprar 25% de ações, ao invés de 20%, ele poderia fazê-lo sem modificar o valor aportado.

Agora, perceba como os valores mudam:

Valuation pre-money: $750 mil

Aporte do Investidor: $250 mil (representando 25%)

Valuation post-money:$1 milhão

Definido o valor do aporte e de quantos por cento da empresa esse investidor estará adquirindo, encontramos o valor post-money. Agora para chegar ao valor pre-money, será preciso subtrair o valor investido. Para facilitar o exemplo, não consideramos os futuros rounds de investimento e nem futuras diluições de participação dos sócios.

Como é possível perceber, o valuation oferece aos investidores também uma análise dos riscos de investimento naquela Startup, já que quanto maior for o valor estimado através da avaliação pre-money, maior é o seu potencial e mais próximo você está de obter o retorno que busca.

Uma Startup que esteja nos estágios iniciais, sem sequer ter um produto no mercado ou caso tenha, que ainda possui uma participação pouco expressiva, tende a ter um valuation pre-money altamente subjetivo e de baixo valor. Isto se deve aos poucos parâmetros disponíveis para embasar sua avaliação e o risco elevado de não prosperar no mercado.

Os 6 estágios das Startups

O ciclo da vida de uma Startup é marcado por alguns estágios, também chamados de fases, que constituem seu caminho de desenvolvimento rumo ao sucesso financeiro e a uma maturidade empresarial, momento em que os empreendedores visam, sempre que possível, a abertura do capital. Não há um consenso entre analistas quanto ao número de estágios, mas há uma tendência majoritária seguindo uma divisão sistemática em seis estágios clássicos:

1º estágio – Concepção e Pesquisa (Concept and Research)

Este é o ponto inicial, onde os fundadores, partindo de uma ideia que acreditam ser inovadora, criam um conceito do seu projeto. Ter uma ideia interessante não significa que ela irá dar certo; a pesquisa e o esforço são fundamentais para fazer seu projeto decolar. Muitos desistem pelo caminho, mas aqueles que criam uma boa estratégia, mantém uma disciplina de trabalho e realizam pesquisas de mercado minuciosas e constantes já estão no caminho certo para o sucesso.

Nesse momento, é importante que o empreendedor analise a fundo o mercado no qual pretende entrar e seu público-alvo através de alguns questionamentos como:

● Seu produto é necessário ou essencial?
● O que o seu produto tem de inovador e como ajudará na vida do público-alvo?
● Já existem concorrentes no mercado?
● Caso tenham concorrentes, qual é o diferencial do seu produto?

Uma abordagem honesta sobre a sua ideia, seguida de um planejamento viabilizam a elaboração de um business plan (plano de negócios) e de metas para o desenvolvimento da sua empresa.

2º estágio – Compromisso (Commitment)

A transição entre as ideias para o plano fático com a criação da sua empresa marca o início do segundo estágio. Agora, a Startup já começa a desenvolver um projeto, cria um processo de produção e começa a formar uma equipe de profissionais qualificados e dedicados àquela ideia.

Nesse momento, também é comum a adoção de uma estratégia conhecida como MVP (minimum viable product ou produto mínimo viável), com a elaboração de uma versão beta ou um protótipo para um lançamento antecipado no mercado, ainda que, geralmente, restrita a um pequeno grupo de usuários.

A ideia por trás do MVP é de proporcionar aos criadores um feedback constante do público de modo a validar e aprimorar seu protótipo. Ainda que seja possível a entrada de investidores em outras etapas, este é, por excelência, o momento de começar a prospecção de investidores, que terá a seu favor a existência de um MVP capaz de gerar resultados reais. É aqui que os conceitos de valuation pre e post-money passam a ser fundamentais para conduzir sua estratégia empresarial.

3º estágio – Tração (Traction)

Também chamado de validação, é neste estágio que ficará claro se a sua ideia é realmente viável ou não. Este não é o momento de alavancar suas vendas, mas sim de construir uma base sólida de usuários ou clientes além daqueles que já tiveram acesso ao seu MVP.

Neste período, que costuma ocorrer ainda no primeiro ano de vida das Startups, o principal objetivo é viabilizar esse feedback do mercado para implementar melhorias e eventuais ajustes necessários para que o seu produto seja impulsionado, daí o nome tração.

4º estágio – Refinamento (Refinement)

Geralmente, o segundo ano de atividades coincide com o 4º estágio que, como o próprio nome já sugere, é o verdadeiro refinamento do seu produto seguindo as tendências de mercado que você já pode observar em seu público até agora. Este é ainda um momento de otimização do seu processo produtivo, com uma análise voltada para uma maior eficiência do fluxo de trabalho interno da sua empresa.

Claro que não existe uma receita infalível, mas neste momento, é fundamental que você teste suas estratégias, sempre monitorando o feedback dos consumidores, conduzindo um monitoramento das mídias sociais e até mesmo uma pesquisa de marketing de modo que possa continuar a aperfeiçoar seu produto ou serviço.

5º estágio – Escalonamento ou expansão (Scaling)

Agora sim, a empresa atinge um patamar de expansão de mercado, com enfoque na prospecção de novos clientes e investimentos. Ainda que já exista um produto sólido, deve-se manter o aprimoramento das estratégias de marketing, buscando uma ampliação da sua base de usuários.

É vital que você se mantenha sempre atualizado naquilo que há de novo no mercado, evitando ser ultrapassado por concorrentes, com produtos similares, que acompanharam a evolução enquanto o seu permaneceu estagnado. Este estágio de escalonamento ou expansão pode durar anos até que você consiga se estabilizar no mercado como uma marca consagrada e de renome.

6º estágio – Estabilização (Establishment)

Para as Startups que chegam até o sexto estágio, esse é o momento de estabilização da marca e é quando tal denominação perde seu sentido e você considerar que tem em mãos uma empresa estabelecida. Este momento é marcado por um crescimento considerável e não costuma ocorrer antes de 3 ou 4 anos após sua criação. Muitas Startups só atingem sua estabilização dentro de 5 anos ou mais.

O momento agora é de manter sempre a atenção para o marketing, mantendo-o de acordo com as tendências do mercado, e centrar na fidelização dos seus clientes. Geralmente é nesse estágio em que as Startups começam a se tornar lucrativas.

Um mentor pode ser o diferencial que você precisa

Todos esses estágios que enumeramos são comuns aos ciclos de vida de uma Startup e ainda que existam durações aproximadas para cada estágio, tais valores sempre são calculados a partir de uma média. Existem formas de você otimizar seus estágios e potencializar suas chances de sucesso e uma delas é contar com a ajuda de um mentor.

Um mentor é alguém mais experiente no seu campo de atuação. Ainda que não necessariamente mais velho, é alguém que já passou, na prática, por aquilo que você está passando agora. É uma pessoa que já cometeu inúmeros erros em sua jornada até chegar aos acertos e, portanto, poderá lhe oferecer conselhos valiosos para ajudar a tornar a sua trajetória mais fácil.

Portanto, mentores são pessoas que:

● Têm uma experiência que não se obtém em livros, mas apenas na prática;
● Potencializam a sua chance de sucesso;
● Oferecem inúmeras oportunidades de networking na área de atuação;
● Pode lhe trazer segurança na tomada de decisões;
● Têm uma inteligência emocional elevada e lhe ajudarão a ter maior controle sobre suas emoções;
● Oferece apoio e encorajamento.

Nem sempre encontrar um mentor é uma tarefa simples, mas todos nós podemos aprender com as pessoas ao nosso redor. Buscar alguém que seja a grande referência na sua área de atuação pode ser inócuo, mas sempre temos pessoas por perto que podem nos ajudar a crescer. Observe que, por vezes, seus familiares, amigos, vizinhos ou professores podem te oferecer a orientação que você precisa para seu negócio deslanchar.

Se este não é o seu caso, existem ainda consultorias especializadas que cumprem o papel de um mentor. Ainda que isso tenha um custo, muitas vezes alto, pode ser uma opção para aqueles que, mesmo com uma boa ideia, estão enfrentando dificuldades na concretização do seu negócio.

O valuation como forma de evitar prejuízos

É interessante destacar que a sua Startup sempre será avaliada, ainda que não seja por você mesmo, os investidores buscarão essa análise para que possam conhecer mais sobre o negócio no qual estão interessados em investir. Caso isso aconteça, seu negócio poderá estar vulnerável a uma avaliação descuidada ou mesmo equivocada.

Perceba que ao não avaliar a sua Startup, você estará sujeito a ser confrontado com avaliações feitas por terceiros, sejam eles possíveis compradores ou investidores, e é aqui que os prejuízos podem aparecer. Pessoas agindo com má fé ou mesmo com uma motivação individualista podem oferecer um valor muito abaixo do que seria justo pelo seu negócio. Sem um valuation para servir como referência, você pode acabar vendendo sua empresa sem sequer ter noção do seu valor real.

Ainda que não haja má fé de terceiros, pode acontecer também da avaliação estar equivocada por ter sido elaborada por um profissional que não seja especializado, o que pode produzir um laudo completamente inverídico, seja pela aplicação de uma metodologia que não seja a mais adequada ou mesmo por sua má aplicação.

Metodologias de valuation

Para conduzir a avaliação da sua Startup, o avaliador possui diversas metodologias a seu dispor e vamos mostrar as quatro principais. Essas são as metodologias mais utilizadas neste ramo e possuem fundamentos mais sólidos, o que significa um menor grau de subjetividade.

Cada metodologia a seguir apresenta suas vantagens e desvantagens. Isso significa que uma metodologia que funcionou para sua Startup em um momento, pode não ser a melhor opção em outro. O mesmo pode acontecer caso você tenha duas empresas distintas, onde as especificidades de cada uma podem interferir na escolha dos critérios. Por isso, é interessante conhecer as principais metodologias e quais são suas aplicações.

1 – Método dos Múltiplos de Mercado (Avaliação Relativa)

Esta primeira metodologia é bastante usada no mercado americano e consiste em uma abordagem mais simples e rápida de avaliação. Está baseada na comparação entre os "múltiplos" da empresa avaliada com os de outras que atuam dentro de um mesmo setor, por isso recebe também a denominação Avaliação Relativa.

Múltiplos é a terminologia dada aos indicadores utilizados como parâmetro para a comparação entre as empresas do setor e podem ser de diversas naturezas, desde lucro e faturamento até valor patrimonial. Esta escolha dependerá de uma análise do caso concreto, a ser feita pelo avaliador e, portanto, é fundamental que ele tenha uma boa compreensão do segmento de mercado onde a Startup está inserida para que não ocorram distorções.

A seleção deste grupo de empresas, que servirão como parâmetro de análise, é um ponto crítico, onde o avaliador deve eliminar aquelas que possam interferir no resultado, seja por apresentarem múltiplos muito discrepantes ou mesmo por apresentarem uma atuação diferente no mercado.

A interpretação dos dados obtidos também é essencial e deve ser feita com muita cautela, já que a precificação da empresa está intimamente ligada aos valores em análise. Perceba que a subjetividade dessas escolhas é uma das desvantagens deste método e o descuido ou a inexperiência do avaliador podem conduzir a um laudo que fuja da realidade.

Um outro ponto negativo que pode inviabilizar a adoção desta metodologia é a falta de disponibilidade de números e transações recentes das Startups. Estes dados nem sempre estarão disponíveis quando trabalhamos com empresas privadas, mas são fundamentais para realizar a comparação com as demais empresas do ramo.

2 – Método de Liquidação de Ativos

Como o próprio nome já diz, este método é tipicamente empregado nos casos em que a empresa não está economicamente bem e os sócios entendem que chegou a hora de encerrar suas atividades ou mesmo de vendê-la.

Assim, o que será considerado no cálculo são apenas os bens tangíveis e materiais que a empresa possua, como bens imóveis e móveis (maquinário e equipamentos), que possam ser liquidados a qualquer momento como forma de transformar o patrimônio em dinheiro com rapidez. Isto, na maioria das vezes, resulta na redução do preço como estratégia para uma liquidação mais rápida desses ativos.

Os bens intangíveis, por sua vez, costumam não ser considerados durante este cálculo do valuation em função do caráter de urgência com que normalmente se faz a liquidação destes bens. No entanto, existem casos em que a empresa interessada na aquisição da Startup manifesta seu interesse também nestes bens intangíveis, quando então certamente serão considerados.

O objetivo deste método é oferecer ao comprador uma estimativa do valor que poderá obter no caso da sua eventual liquidação em definitivo, caso não consiga mantê-la funcionando. Uma empresa que possua equipamentos de ponta e imóveis certamente terá um valor significativamente mais elevado do que outra que usufrua desses mesmos bens, mas sob locação.

3 – Método do Fluxo de Caixa Descontado (Discounted Cash Flow Method)

O conceito de Fluxo de Caixa é fundamental para a compreensão desta metodologia e significa, portanto, o montante recebido por uma empresa a título de receita subtraído do valor gasto como despesa, durante um certo período de tempo.

Ao adotar essa abordagem para um valuation, busca-se determinar o valor intrínseco do negócio. Este, por sua vez, corresponde ao resultado dos fluxos de caixa da Startup que, dada a previsibilidade atual, podem ser projetados e estimados ao longo do tempo.

Dessa forma, o resultado apurado ao final do valuation corresponde ao seu valor justo, que poderá ser considerado pelos investidores como um retorno futuro ao seu aporte financeiro atual, caso optem por fazê-lo.

Durante o cálculo, o avaliador deve considerar uma taxa de desconto. Tal taxa é calculada com base nos riscos apresentado pela Startup dos fluxos de caixas futuro. Dessa maneira, o valor ao longo tempo (deve-se transformar no valor presente), tanto quanto o prêmio extra que o investidor deseja, são considerados para se determinar se valer a pena investir naquele negócio em detrimento de outros.

Quando uma Startup já comercializa produtos ou serviços e detém uma base de usuários (mesmo que pequena) já será possível fazer projeções utilizando a técnica do Fluxo de Caixa Descontado. Todos os fatores que agregam valor e levam uma Startup a gerar riqueza são computados no cálculo do fluxo de caixa, como:

● Marcas e patentes;
● Base de usuários;
● Contratos com fornecedores;
● Competência de gestão;
● Know how da empresa;
● Cultura e clima organizacional;
● Competências da equipe, etc.

Ao utilizar uma metodologia que considera todos esses elementos no cálculo do valuation, será possível analisar em detalhes o potencial de crescimento de uma empresa, evidenciando ao investidor as possibilidades de geração de riqueza, a partir de um fluxo de caixa livre positivo.

Imagine uma Startup que, há pelo menos 1 ano, apresenta prejuízos financeiros decorrentes dos reinvestimentos feitos onde o objetivo dos fundadores é a manutenção do crescimento. Sem uma análise criteriosa, um investidor poderia deduzir a partir dos números que essa empresa não seria um bom investimento.

Agora suponha que essa mesma Startup, com o reinvestimento feito que originaram os prejuízos financeiros, tenha aperfeiçoado seu MVP, conquistando mais usuários e esteja cada vez mais conhecida e respeitada no mercado. Nesse caso, esta pode ser uma excelente opção de investimento, onde o investidor pode ingressar em um negócio que já possui um crescimento enorme e que nos próximos anos, pode estourar e apresentar lucros exorbitantes.

Esse tipo de análise não decorre de uma mera análise financeira dos livros, mas sim de uma visão global da realidade em que está a Startup, incrementada com uma projeção de seu crescimento feita para os próximos anos. Este é o objetivo principal de metodologias mais complexas, como é o caso do fluxo de caixa descontado.

Mas é importante notar que ela não viável em qualquer situação ou para qualquer empresa, apenas sendo possível utilizar as premissas quando já há um fluxo de caixa e o avaliador tem a possibilidade de calcular a taxa de desconto.

4 – Método do Capital de Risco (Venture Capital Method)

O último método, do Capital de Risco, possui uma abordagem diferente das demais, adotando a perspectiva do investidor e olhando para o valor da empresa com o enfoque voltado para retorno financeiro que deseja ter dentro de um determinado lapso temporal.

"Se eu investir hoje na empresa X, quanto vou ter de retorno dentro de 5 anos?" Essa é a pergunta decisiva que os investidores fazem ao decidirem a respeito do aporte de recursos em um negócio. 

Sabemos que as Startups representam, para um investidor, um potencial gigantesco de lucro e é com esse objetivo que a maioria dos grandes investimentos são feitos nesse mercado. Por isso, criou-se este método, como uma forma de oferecer ao investidor essa estimativa dos seus ganhos futuros, quando chegar seu momento de retirada, ou seja, quando ele fizer o "desinvestimento".

Esse tipo de avaliação também pode ser essencial na tomada de decisão sobre qual o valor máximo que um investidor deve aportar para ter o retorno que deseja, dentro do prazo que está disposto a aguardar. Nesse caso, se você acompanha o crescimento de uma Startup e acredita que dentro de 8 anos, ela já estará valendo 100 milhões, será possível determinar o seu valor de investimento com a ajuda do método de Venture Capital.

Digamos que você deseja ter um retorno de 20 vezes o capital investido nesta Startup e que os empreendedores aceitam ofertas a partir de 1 milhão de dólares para investimentos. Nesse caso, desconsiderando eventuais diluições, teríamos o seguinte:

100 milhões (valor estimado) / 20x (retorno desejado) = 5 milhões (post money valuation)

Agora, basta subtrair o valor do investimento do total referente ao post money valuation para encontrar o pre money valuation: 5 milhões – 1 milhão = 4 milhões.

Neste caso, se a empresa realmente atingir a marca dos 100 milhões, este investidor será o detentor de 20% da empresa e, portanto, nesses 8 anos, terá seu patrimônio avaliado em 20 milhões, originado a partir deste investimento de 1 milhão.

Ainda que possa ser usado para Startups com ou sem faturamento, é mais comum de ser visto quando já existe um faturamento e um MVP. Isto decorre em função das dificuldades que existem quando se faz uma avaliação de uma Startup jovem.

Algumas conclusões sobre as metodologias de valuation

Após conhecer um pouco mais sobre cada um dos principais métodos disponíveis para utilizar na avaliação de Startups, é possível notar que todos apresentam suas vantagens e desvantagens. Não existe, portanto, uma forma certa ou errada e tampouco alguma que seja a mais indicada. A escolha da metodologia empregada deve ser feita com feita com cautela e sempre casuisticamente.

Aswath Damodaran, um dos maiores estudiosos sobre o valuation, diz que não se pode chamar a avaliação de empresas de uma ciência exata, já que sempre haverá espaço para discordâncias; ao mesmo tempo, também não se trata de uma arte, pois pode ser ensinado e aprimorado. Em sua definição, o valuation é, portanto, uma espécie de ofício que pode ser aprendido, estudado e sua técnica aprimorada a partir de sua realização prática.

Os desafios de avaliar uma Startup jovem

Conforme já mencionamos, a vida de uma Startup passa por vários estágios típicos; não importa quais nomes você dê a eles e nem mesmo quantos você entenda que são, suas características se mantém. A trajetória será, geralmente, bastante similar, sendo que o principal diferencial estará no tempo que cada etapa terá de duração no caso concreto.

Todas as Startups iniciam seu ciclo de vida sem um produto ou serviço, de fato, no mercado e tampouco possuem um histórico de vendas ou uma base de usuários. Embora existam casos de empresas que tenham chegado ao estágio de estabilização em um curto espaço de tempo, esta não é a regra.

Ainda que o conceito do que seria uma Startup jovem não seja pacífico, uma boa definição que pode ser adotada é de que a transição para uma empresa madura ocorre quando ela se consolida no mercado e passa a colher os frutos dos investimentos feitos na forma de lucro. Até que atinja esse patamar, essa Startup precisa de altos reinvestimentos e pode ser considerada jovem, independente do seu tempo de vida. Por isso, muitas Startups ainda são consideradas jovens mesmo já tendo entre 5 e 10 anos de operação.

Ainda em seus primeiros estágios, qualquer valuation feito dessas empresas tem um grau de subjetividade ainda mais elevado em decorrência da falta de dados objetivos para análise que, geralmente, são necessários para aplicação das metodologias. Dessa forma, estão sujeitas à avaliações mais baixas pelo grau de incerteza e dos riscos que ainda estão expostas.

Será necessário que o avaliador faça um trabalho minucioso no qual irá ponderar a vontade e a experiência do investidor, de um lado, com o nível de desespero do empreendedor que precisa do financiamento para manter o seu projeto.

Dicas Importantes

Se você é um empreendedor e está em busca de uma avaliação da sua Startup, existem alguns pontos que são interessantes você manter uma atenção especial antes de iniciar esse processo:

1 – Escolha um avaliador com conhecimento do negócio e experiência

Você já pode perceber como a escolha do seu avaliador é uma etapa fundamental para tornar o seu valuation o mais detalhado e realista possível. Um profissional experiente já teve contato com várias empresas e atuou nos mais diversos segmentos. Dificilmente o estudo teórico será completo sem sua aplicação prática. É sempre melhor encontrar profissionais que reúnam esses dois aspectos em sua trajetória no mercado.

Tenha a certeza de estar entregando seu projeto mais valioso nas mãos de alguém com o conhecimento necessário para mergulhar a fundo no seu negócio, compreendê-lo e analisá-lo, observando todas as suas especificidades. Sua confiança no trabalho deste profissional tornará esse processo de valuation ainda mais rico e poderá lhe dar a confiança que você precisa para continuar vendendo a sua ideia para o mundo.

2 – Startups têm um ciclo de vida e prejuízos podem ser normais

Ao decidir concretizar um projeto inovador com a criação da sua própria Startup, você deve estar preparado para o longo caminho que está pela frente e que nem sempre será tranquilo. Estamos acostumados a acreditar que pequenos fracassos são ruins, mas na verdade são através deles que podemos melhorar e não incorrer nos mesmos erros novamente.

No mercado, quando vemos que uma empresa está tendo prejuízos ano após ano, em geral, já associamos a um destino inevitável de falência, o que muitas vezes é uma visão equivocada.

É lógico que prejuízos constantes inviabilizam qualquer negócio, porém a realidade é que as Startups jovens, ao longo de seus primeiros anos de vida, costumam não ter lucro algum. A grande maioria delas deve ser mantida ao custo de um alto investimento, seja ele pessoal ou de terceiros investidores, por pelo menos 5 anos.

Uma análise dos demonstrativos financeiros de uma empresa nesses estágios iniciais poderia indicar que ela não está indo bem, quando na verdade este é apenas o caminho natural para sua maturação. Sua estabilização chega como o resultado de um elevado volume de capital depositado em uma ideia, aliado a competência e a dedicação dos fundadores e sua equipe. Apenas assim, esse projeto estará na trajetória rumo a um futuro onde possa operar com alta margem de lucro.

3 – Às vezes, pode ser melhor buscar investidores apenas mais tarde

Nesses anos iniciais de uma Startup, é muito importante que os fundadores estejam completamente investidos na ideia que estão construindo. Não é fácil atravessar alguns anos de prejuízos e se manter confiante no seu projeto. O que vemos no mercado é que muitas ideias acabam sendo deixadas de lado pelo alto custo de investimento enquanto outras buscam investidores indiscriminadamente.

Porém, é importante ter em mente que ao buscar por esses investimentos, você estará recebendo dinheiro em troca de cotas da sua empresa. Isso parece óbvio, mas muitos empreendedores não percebem que isso pode representar uma diminuição no seu poder decisório sobre o projeto.

Não existe regra, mas muitas vezes, pode ser interessante aos fundadores que tenham condições de manter o negócio com seu financiamento próprio, ainda que a um alto custo, o mantenham sem procurar investidores externos. Dessa forma, o controle sobre seu projeto permanecerá nas suas mãos, sem sofrer interferência de interesses alheios, que não sendo seu idealizador, pode comprometer todo seu futuro.

4 – Busque sempre o máximo de capital pelo mínimo de cotas

Quando o momento de buscar investidores chegar, tenha em mente uma regra de ouro: busque sempre o máximo de capital possível cedendo o mínimo possível de cotas.

Essa frase pode parecer óbvia, mas quando se está a frente de uma empresa para a qual você já dedicou muito do seu tempo, dinheiro e força de trabalho, muitas vezes tomamos decisões impensadas na tentativa de manter o projeto vivo. Assim, quando as dificuldades financeiras começam a aparecer, principalmente nos estágios iniciais, onde o risco do investimento ainda é bem elevado, mantenha a calma e reflita bem sobre cada proposta que receber.

Além disso, também é ideal estabelecer um limite de cotas com o qual você estaria disposto a ceder em troca de financiamento. Essa simples prática pode ser a chave para a manutenção do controle da empresa nas suas mãos.

5 – Esteja atento aos valuations muito acima do esperado

O valuation é o instrumento por excelência de aferição do valor da sua empresa. Claro que o objetivos dos fundadores é de atingir sempre o maior valor possível, mas este valor deve sempre estar dentro da realidade. Assim, ainda que um laudo de avaliação muito acima do esperado possa parecer algo positivo, na verdade ele deve ser interpretado com cautela.

O valuation deve retratar o valor justo de determinada empresa, não devendo ser super ou subdimensionado. Se você acha que sua empresa tem um valor e recebe um valor muito maior, converse com seu avaliador. Este valuation vai determinar um aspecto fundamental da captação de investimentos e quanto maior a avaliação, maior serão os ternos onerosos nos contratos.

Esteja sempre atento para o fato de que cobranças maiores de investidores podem significar grandes sacrifícios ao futuro do projeto, e criar um objetivo voltado apenas para a  satisfação dos anseios de terceiros.

Como sócio, você pode ter uma boa compreensão do seu negócio, ainda mais se tiver um mentor ao seu lado ou se esta não é sua primeira vez a frente de um projeto. Se este é o seu caso, confie no seu conhecimento adquirido.

6 – Use o mercado a seu favor!

Um outro ponto importante é que você pode usar o mercado a seu favor de forma a conseguir uma valorização da sua Startup durante um valuation. Como? Use o princípio da oferta e da demanda! Quando você convida muitos investidores para uma rodada de investimentos, a tendência é que o valuation da sua empresa cresça. Um maior interesse do mercado pelo seu negócio vai afetar diretamente o seu valor e, ainda que esta nem sempre seja uma tarefa simples, não é impossível.

Além disso, durante essa rodada, ainda que apenas um investidor tenha demonstrado interesse, venda a sua ideia! Mesmo que você possa ter suas expectativas frustradas pela pouca procura de investimentos, muitas vezes basta este único sujeito para que, juntos, vocês consigam atingir as metas e objetivos rumo ao sucesso.

Conclusões

Ao longo deste guia, tentamos sistematizar os principais pontos que envolvem um valuation para Startups e produzir um documento que possa ajudar sócios, fundadores e até mesmo investidores durante esse processo.

Sabemos como o mercado de Startups pode ser extremamente ágil e também como é difícil se manter atualizado e atento para não perder oportunidades, nem ser prejudicado com negociações desfavoráveis. Por isso, acreditamos que conhecimento é a sua ferramenta mais valiosa, seja ele sob a forma de um mentor, cursos e treinamentos ou mesmo da assistência de um advogado atuando ao seu lado para orientá-lo.

A decisão de buscar um valuation deve ser feita tendo um conhecimento mínimo do que esse trabalho tem como objetivo e você deve estar preparado para um resultado realista, ainda que não seja o inicialmente esperado. Ao final do valuation, temos certeza que você terá não apenas um conhecimento mais amplo sobre a realidade da sua empresa, mas principalmente, terá a segurança de tomar decisões baseadas em informações e não mais em suposições.

Este artigo foi escrito por Paulo Eduardo Ballestrin, especialista em avaliação de empresas e CEO da Yenom Avaliação Empresarial, especializada em avaliação de empresas e Startups.

Saiba mais sobre os 4Ps do Marketing

Quer impulsionar suas vendas e atingir metas? Os 4Ps do Marketing podem ajudar você e sua empresa a chegar lá. Seja para os experientes ou para quem é iniciante no assunto, o planejamento estratégico é norte para encontrar o caminho rumo às melhores práticas e resultados. E se aliados com as metodologias OKR e SMART, seus resultados serão ainda mais expressivos!

E os famosos 4Ps, também conhecidos por Composto de Marketing e Mix de Marketing, são o que você precisa saber para construir um plano sólido, completo e único, que combina com os objetivos e diferenciais do seu negócio!

As funções dos 4Ps do Marketing

Colocar os planos em prática é o que faz sua empresa crescer. E os 4Ps são uma ferramenta de gestão que facilitará esse processo. Quando sua empresa está chegando ao mercado, são muitas as tarefas e os caminhos que parecem surgir, mas é preciso escolher qual direção guiará suas ações. São eles: produto, preço, promoção e praça.

Esses quatro itens básicos podem dizer muito sobre o futuro do seu negócio, já que reúne todas as informações essenciais. É o que permite que você analise o mercado, conheça seu cliente e suas necessidades e esteja sempre atento ao que a concorrência anda fazendo. Eles servem como base para definir seus próximos passos com confiança e foco nos resultados.

Os conceitos aplicados ao negócio

Mais do que conhecer o que significam cada um dos 4Ps do marketing, você precisa entender como eles funcionam na prática. Para isso, contextualizaremos cada um deles em uma startup de softwares de serviços. Vamos lá:

Produto

Produto é a oferta. É entender e definir de forma clara o que você está entregando, por meio dos atributos e características detalhados do que é feito pela sua empresa para satisfazer as necessidades do cliente.

Isso quer dizer que você deve descrever cores, tamanhos, formas, materiais e tudo que fizer parte do seu produto. No caso dos serviços, a resposta está nas funcionalidades e benefícios que ele garante ao consumidor.

Na prática, imagine que você está criando uma startup de softwares de serviços para varejistas, por exemplo. Para descrever o que você está oferecendo é necessário considerar todos os mínimos detalhes do produto. Além disso, relate como ele será usado, qual o seu nome, atributos e aquilo que o seu cliente espera dele.

Preço

Este é o P mais importante dos 4Ps do marketing. É a parte fundamental de todo o plano, por que é o Preço que gera a receita na sua empresa. E ele também é um importante fator ao escolher seu lugar no mercado. Quando você define como e quanto será cobrado do seu cliente, pode optar por seu barato ou premium, ser cobrado em parcelas ou uma única vez.

Lembre-se que o preço ideal não observa só quanto vale seu produto para o cliente, mas também, leva em consideração os custos da sua empresa e o retorno que ela espera das vendas.

Seguindo o exemplo da startup de softwares de serviços para o varejista, ao perceber qual o valor do produto para seu cliente, você será capaz de decidir se venderá para pequenas, médias ou grandes empresas. Se o seu produto oferece diversas funcionalidades e é referência de modernidade, é provável que o valor percebido pelos clientes seja maior, o que permite praticar um preço um pouco mais elevado.

Vale ficar de olho no preço praticado pela concorrência, afinal, ao ser comparado com outros produtos similares, como você quer ser visto?

Promoção

Aqui, você define todos os esforços de comunicação para divulgar seus produtos. Como Relações Públicas, ações promocionais, campanhas publicitárias, marketing digital e toda forma de conversar com seu cliente deve estar presente.

Tenha em mente que a função aqui é mais do que apresentar seu produto aos clientes em potencial. A Promoção também pretende dizer onde seu produto pode ser encontrado e lembrar os clientes que já conhecem e sabem onde comprar que você ainda existe.

Definidos o produto e quanto ele custa, é preciso contar ao seu público que você existe. Escolha o melhor momento e lugar para conversar com seu cliente. Se você vende softwares para varejistas de médio porte, por exemplo, anunciar em revistas especializadas em empreendedorismo pode ser uma boa opção. Mais uma vez, fique atento ao meio onde está sua concorrência — deve existir um bom motivo para eles estarem lá.

Praça

Também conhecido como Ponto ou Distribuição, o nome já diz: é onde seu produto estará à disposição para o cliente. Isso inclui a localização da sua empresa, estruturas necessárias para a produção e canais para distribuição, além dos prazos de entrega e as formas de atendimento. Ou seja, é todo o processo que leva o que está sendo oferecido até quem procura.

Diga onde seu cliente pode comprar seus softwares. Em lojas próprias da sua marca? Ou em grandes distribuidores de tecnologia? Descreva também como os produtos vão chegar até lá.

E, por fim, defina quais os esforços necessários para concluir a venda. Depois de conhecer cada um dos 4Ps do marketing aplicados, contextualize-os a realidade do seu negócio.

Os primeiros passos de aplicação

Os quatro elementos devem ser pensados sempre em conjunto. Comece coletando dados sobre seu mercado, público e informações básicas da sua empresa. Dessa forma, quando for descrever os 4Ps você estará preparado para traçar os próximos passos para sua empresa ir cada vez mais longe.

4 dicas que farão a diferença

  1. Mantenha as informações sempre atualizadas. O mercado muda e sua empresa precisa acompanhar.
  2. Todas as etapas merecem atenção. Deixar uma de lado ou incompleta pode afetar o resultado do processo e impedir que os resultados apareçam.
  3. Tome cuidado para não se perder. No momento da pesquisa, muitas informações vão ser identificadas, por isso, filtre os dados. Faça o exercício de se perguntar o que é realmente importante para sua estratégia.
  4. Saiba que oportunidades podem surgir pelo caminho. Desenhar seu plano de marketing pode mostrar coisas novas, que você ainda desconhecia sobre o mercado. E esta é uma ótima chance para encontrar diferenciais, novos nichos e outros fatores que destacarão a sua empresa. Ou até mesmo é o momento de repensar seu produto e aprimorar seus atributos.

E então, gostou de saber mais sobre os 4Ps do Marketing? Para ficar por dentro das novidades nesta e outras áreas do seu negócio, assine a newsletter, você receberá mais conteúdos que podem gerar valor e alavancar o crescimento da sua empresa diretamente no seu e-mail!

8 passos para um planejamento estratégico matador!

O planejamento estratégico, apesar de não ser uma novidade, ainda é uma ferramenta pouco utilizada, já que muitos empresários não sabem por onde começar. Neste post você vai entender melhor o que é o planejamento estratégico, como ele pode ser implementado em sua empresa independentemente do porte ou do momento em que ela se encontra e quais as vantagens que ele irá trazer para o seu negócio.

1. Compreenda o que é o planejamento estratégico

O planejamento estratégico pode ser definido como uma técnica ou ferramenta da administração que irá auxiliar na definição de metas e objetivos de sua organização. Mais do que isso, ele irá mostrar quais são as possíveis estratégias e também os recursos envolvidos para que você possa alcançar o que almeja. Não importa o porte de sua empresa ou se ela ainda é uma startup, o que importa é o reconhecimento de possibilidade de crescimento, reposicionamento ou mudança.

Outro fator importante é saber que o planejamento estratégico não é algo que não pode ser modificado ou que é engessado. Na realidade é importante que isso faça parte do processo, já que nem tudo acontece conforme esperado, precisamos estar prontos para realinhar a direção sempre que necessário.

2. Defina a missão, visão e valores

Para empresas que estão começando ou para aquelas que querem mudar de ramo ou até mesmo se reposicionar no mercado a definição da missão, da visão e dos valores da empresa é o primeiro passo para o planejamento estratégico. Isto ocorre porque a empresa precisa saber onde está e para onde quer ir, o que só é possível com o profundo conhecimento da essência desta.

3. Entenda seus objetivos e metas

Uma forma de definir objetivos e metas é a utilização da sigla SMART (que em inglês significa esperto). O “S”está relacionado a definição dos objetivos da empresa que precisam ser específicos e precisos, já o “M” está relacionado com a possibilidade de mensuração dos objetivos que para serem alcançados precisam ser analisados de acordo com valores, volumes ou outra forma definida pela empresa.

A letra “A” pode ser traduzida por Atingível e pede que os objetivos sejam assim. Dessa forma, nada de colocar objetivos e metas audaciosos e impossíveis de serem alcançados. A realidade faz parte da sigla representada pela letra “R”, que indica que os objetivos deverão ser realistas ou ainda que devem estar de acordo com a realidade da empresa em questão. Por fim, o “T” apresenta a relação de tempo, sendo que este deverá ser definido para que as tarefas possam ser executadas, monitoras e avaliadas.

4. Conheça seu mercado

O conhecimento do seu mercado e de todos os componentes deste é outra etapa necessária para a boa implementação e execução do planejamento estratégico.

Conhecer fornecedores, concorrentes e também os seus clientes deve ser uma das suas prioridades, já que sem estes três elementos é impossível saber como orientar as atividades de sua empresa. Em especial para as startups este é um momento decisivo, já que o posicionamento da empresa depende destes elementos.

Além destes elementos, aqui é preciso estar consciente de que algumas situações poderão influenciar a sua empresa como a economia e a política do país, aumento ou diminuição da taxa do dólar ou ainda como seu produto está posicionado em relação à concorrência.

5. Avalie a sua empresa

Para avaliar a sua empresa, você deverá examinar desde seu maquinário, passando por seus funcionários e suas habilidades e capacitações, até os recursos financeiros que estão e que estarão disponíveis. Este é o momento de reconhecer as qualidades e fraquezas da sua empresa, definindo formas de manter ou ainda melhorar os seus pontos fortes e corrigir aqueles que foram considerados como fracos. O SWOT é uma ferramenta que pode contribuir para essa avaliação.

Não importa se você ainda está começando ou se sua empresa já está estabelecida, o importante é ser realista e reconhecer os recursos que você tem e também os que serão necessários para o bom andamento do planejamento estratégico.

6. Conte com a participação de todos

O planejamento estratégico, além de objetivo, precisa da colaboração de todos os empregados da empresa, passando pelo chão de fábrica até a alta gerência, isso porque o planejamento é um processo integrado e que deve passar por diferentes etapas para que sejam alcançados os objetivos.

Ouvir e implementar ações propostas por empregados, além de motivar seus colaboradores, mostra o entendimento do papel de cada um dentro da organização e de como estes conhecimentos, por área ou processo são necessários para o planejamento.

7. É preciso implementar

Após conhecer todos os requisitos para você definir como será o seu planejamento estratégico, chegou a hora de implementá-lo, já que o problema de muitas empresas aparece nesta hora e está relacionado a como tirar as ideias do papel e partir para a ação.

Assim, analise se há uma oportunidade de crescimento ou mudança de sua empresa. No caso da missão, por exemplo, se você ainda está com dificuldades em defini-la é preciso ter cuidado, pois será que você está sabendo reconhecer qual é a da sua empresa? Lembre-se de que todos os envolvidos precisam entender, de forma clara, o que irá acontecer já que a participação de todos será necessária.

Os objetivos também precisam estar definidos de maneira clara e concisa, uma vez que não é possível alcançar algo de que não se tem certeza. Não criar muitas estratégias para cada objetivo ou simplificar a forma como estes serão executados pode ser um caminho para o sucesso.

Outra possibilidade para a implementação do planejamento é a divisão do seu negócio nos principais tópicos que devem ser tratados no planejamento como:

  • Clientes
  • Receitas
  • Despesas
  • Concorrentes
  • Fornecedores

E outros que você separar e reconhecer que fazem parte do seu ambiente. Após isso é só desenhar como sua empresa está e como você a imagina em um período futuro, que pode ser de um, dois ou três anos. Se você consegue imaginar e descrever o que irá acontecer, seu planejamento está tomando forma e está no caminho para a correta execução.

8. Use modelos de gestão de sucesso

O Balanced Scorecard é um modelo proposto para desenvolver o planejamento estratégico e trabalha com a análise da causa/efeito em quatro diferentes perspectivas: financeiro, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. O BSC deverá estar alinhado com a visão, metas e objetivos da empresa e permite entender melhor o impacto das ações para que a empresa consiga seus objetivos.

Neste post você viu que o planejamento estratégico é formado por uma série de ações que vão desde a definição da visão, metas e objetivos da empresa, passando pela inserção de todos os colaboradores no processo e o reconhecimento do ambiente, pontos fortes e fracos da empresa. Por fim, você viu que é preciso agir e começar a implementar, utilizando modelos como o BSC para verificar se o que foi previsto está sendo executado.

Você também pode se interessar em construir um plano de negócios, não deixe de olhar meu guia absolutamente completo.

Quer colocar isso em prática? Cadastre-se na minha lista VIP e receba conteúdos exclusivos que não são compartilhados por aqui.