8 passos para um planejamento estratégico matador!

O planejamento estratégico, apesar de não ser uma novidade, ainda é uma ferramenta pouco utilizada, já que muitos empresários não sabem por onde começar. Neste post você vai entender melhor o que é o planejamento estratégico, como ele pode ser implementado em sua empresa independentemente do porte ou do momento em que ela se encontra e quais as vantagens que ele irá trazer para o seu negócio.

1. Compreenda o que é o planejamento estratégico

O planejamento estratégico pode ser definido como uma técnica ou ferramenta da administração que irá auxiliar na definição de metas e objetivos de sua organização. Mais do que isso, ele irá mostrar quais são as possíveis estratégias e também os recursos envolvidos para que você possa alcançar o que almeja. Não importa o porte de sua empresa ou se ela ainda é uma startup, o que importa é o reconhecimento de possibilidade de crescimento, reposicionamento ou mudança.

Outro fator importante é saber que o planejamento estratégico não é algo que não pode ser modificado ou que é engessado. Na realidade é importante que isso faça parte do processo, já que nem tudo acontece conforme esperado, precisamos estar prontos para realinhar a direção sempre que necessário.

2. Defina a missão, visão e valores

Para empresas que estão começando ou para aquelas que querem mudar de ramo ou até mesmo se reposicionar no mercado a definição da missão, da visão e dos valores da empresa é o primeiro passo para o planejamento estratégico. Isto ocorre porque a empresa precisa saber onde está e para onde quer ir, o que só é possível com o profundo conhecimento da essência desta.

3. Entenda seus objetivos e metas

Uma forma de definir objetivos e metas é a utilização da sigla SMART (que em inglês significa esperto). O “S”está relacionado a definição dos objetivos da empresa que precisam ser específicos e precisos, já o “M” está relacionado com a possibilidade de mensuração dos objetivos que para serem alcançados precisam ser analisados de acordo com valores, volumes ou outra forma definida pela empresa.

A letra “A” pode ser traduzida por Atingível e pede que os objetivos sejam assim. Dessa forma, nada de colocar objetivos e metas audaciosos e impossíveis de serem alcançados. A realidade faz parte da sigla representada pela letra “R”, que indica que os objetivos deverão ser realistas ou ainda que devem estar de acordo com a realidade da empresa em questão. Por fim, o “T” apresenta a relação de tempo, sendo que este deverá ser definido para que as tarefas possam ser executadas, monitoras e avaliadas.

4. Conheça seu mercado

O conhecimento do seu mercado e de todos os componentes deste é outra etapa necessária para a boa implementação e execução do planejamento estratégico.

Conhecer fornecedores, concorrentes e também os seus clientes deve ser uma das suas prioridades, já que sem estes três elementos é impossível saber como orientar as atividades de sua empresa. Em especial para as startups este é um momento decisivo, já que o posicionamento da empresa depende destes elementos.

Além destes elementos, aqui é preciso estar consciente de que algumas situações poderão influenciar a sua empresa como a economia e a política do país, aumento ou diminuição da taxa do dólar ou ainda como seu produto está posicionado em relação à concorrência.

5. Avalie a sua empresa

Para avaliar a sua empresa, você deverá examinar desde seu maquinário, passando por seus funcionários e suas habilidades e capacitações, até os recursos financeiros que estão e que estarão disponíveis. Este é o momento de reconhecer as qualidades e fraquezas da sua empresa, definindo formas de manter ou ainda melhorar os seus pontos fortes e corrigir aqueles que foram considerados como fracos. O SWOT é uma ferramenta que pode contribuir para essa avaliação.

Não importa se você ainda está começando ou se sua empresa já está estabelecida, o importante é ser realista e reconhecer os recursos que você tem e também os que serão necessários para o bom andamento do planejamento estratégico.

6. Conte com a participação de todos

O planejamento estratégico, além de objetivo, precisa da colaboração de todos os empregados da empresa, passando pelo chão de fábrica até a alta gerência, isso porque o planejamento é um processo integrado e que deve passar por diferentes etapas para que sejam alcançados os objetivos.

Ouvir e implementar ações propostas por empregados, além de motivar seus colaboradores, mostra o entendimento do papel de cada um dentro da organização e de como estes conhecimentos, por área ou processo são necessários para o planejamento.

7. É preciso implementar

Após conhecer todos os requisitos para você definir como será o seu planejamento estratégico, chegou a hora de implementá-lo, já que o problema de muitas empresas aparece nesta hora e está relacionado a como tirar as ideias do papel e partir para a ação.

Assim, analise se há uma oportunidade de crescimento ou mudança de sua empresa. No caso da missão, por exemplo, se você ainda está com dificuldades em defini-la é preciso ter cuidado, pois será que você está sabendo reconhecer qual é a da sua empresa? Lembre-se de que todos os envolvidos precisam entender, de forma clara, o que irá acontecer já que a participação de todos será necessária.

Os objetivos também precisam estar definidos de maneira clara e concisa, uma vez que não é possível alcançar algo de que não se tem certeza. Não criar muitas estratégias para cada objetivo ou simplificar a forma como estes serão executados pode ser um caminho para o sucesso.

Outra possibilidade para a implementação do planejamento é a divisão do seu negócio nos principais tópicos que devem ser tratados no planejamento como:

  • Clientes
  • Receitas
  • Despesas
  • Concorrentes
  • Fornecedores

E outros que você separar e reconhecer que fazem parte do seu ambiente. Após isso é só desenhar como sua empresa está e como você a imagina em um período futuro, que pode ser de um, dois ou três anos. Se você consegue imaginar e descrever o que irá acontecer, seu planejamento está tomando forma e está no caminho para a correta execução.

8. Use modelos de gestão de sucesso

O Balanced Scorecard é um modelo proposto para desenvolver o planejamento estratégico e trabalha com a análise da causa/efeito em quatro diferentes perspectivas: financeiro, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. O BSC deverá estar alinhado com a visão, metas e objetivos da empresa e permite entender melhor o impacto das ações para que a empresa consiga seus objetivos.

Neste post você viu que o planejamento estratégico é formado por uma série de ações que vão desde a definição da visão, metas e objetivos da empresa, passando pela inserção de todos os colaboradores no processo e o reconhecimento do ambiente, pontos fortes e fracos da empresa. Por fim, você viu que é preciso agir e começar a implementar, utilizando modelos como o BSC para verificar se o que foi previsto está sendo executado.

Você também pode se interessar em construir um plano de negócios, não deixe de olhar meu guia absolutamente completo.

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Descubra por que você deve utilizar a metodologia OKR

A metodologia OKR é ainda pouco conhecida no Brasil, porém, muito utilizada em empresas do Vale do Silício — como Google, Intel, Twitter e muitas outras —, trazendo ótimos resultados. Foi criada pela Intel e após alguns meses o Google passou a utilizá-la (isso em 1999), e continua até hoje.

A sigla OKR vem de Objectives and Key Results, ou, Objetivos e Resultados Chaves, e nada mais é do que se estabelecer metas. Dessa forma, define-se o que será feito e de que maneira os resultados serão mensurados, para saber se o objetivo realmente foi atingido. Se integrada com a metodologia SMART, seus resultados serão ainda mais expressivos.

Metodologia OKR - Objective Keys and Results

 

Quer um exemplo prático?

Suponhamos que você precisa alavancar as vendas do seu site. Nesse caso, o objetivo será aumentar as vendas. Para medir esse resultado, você pode considerar, por exemplo:

  • Aumento das visitas;
  • Quantidade X de vendas;
  • Faturamento conquistado de X.

É importante que você saiba que para poder criar esses resultados, é preciso que eles sejam específicos, sendo preciso determiná-los bem. Além disso, as metas devem ser atingíveis. Nada de criá-las sem nenhum embasamento, pois isso irá desmotivar os seus colaboradores.

E por falar em metas, elas devem ser mensuradas utilizando-se alguma técnica — e com prazos de medição. Os indicadores SMART são uma ótima opção para este cenário.

Ao focar em resultados — e não em tarefas — você atingirá o que se deseja de forma mais relevante. E para que esse processo se torne ainda mais eficiente, é recomendado dividi-lo em níveis: Organização, Departamentos e Individual.

Os benefícios da metodologia OKR

Uma metodologia como essa pode trazer uma série de benefícios para a sua organização e, por conta disso, acaba sendo usada pelas maiores empresas do mundo. Confira quais são essas vantagens:

Possui um processo simples

Não é preciso dominar diversas técnicas e ter anos de estudo para poder utilizar a metodologia OKR. Esse é um método simples, que facilita o cumprimento de metas — tanto que as empresas o utilizam para definir metas mensais rapidamente, mostrando formas de mensurá-las.

Trabalha com ciclos curtos

Diferentemente de um planejamento, que demanda um longo tempo, o OKR pode ser utilizado para metas de curto prazo, e até mesmo para ações emergenciais. Com uma atuação rápida, facilita o acesso às mudanças e garante agilidade na tomada de decisões e na execução das tarefas.

Envolve toda a equipe

Ele é bem diferente dos objetivos e metas que são traçados pela diretoria e chegam aos funcionários dos demais níveis gerenciais. Nesse caso, todos estão envolvidos no processo, que pode até se dividir em níveis, mas um depende do outro para que se consiga chegar ao resultado esperado.

Traz clareza no direcionamento

Fica muito mais fácil para cada membro entender o que deve ser feito e o que se pretende conseguir com isso, pois na maior parte das vezes, são as equipes que definem o que será feito, cabendo ao gestor apenas fazer a validação.

Aumenta a possibilidade de sucesso

Quando se trabalha com um número menor de metas, é possível que cada indivíduo se dedique e fique responsável por uma determinada etapa. Esse maior envolvimento, sem sobrecarregar o colaborador, faz com que se produza mais e melhor, além de tornar os resultados mais produtivos.

Estimula a alta performance

A metodologia OKR faz com que as pessoas comecem a repensar a maneira como trabalham para que consigam cumprir a meta.

Elas sairão da zona de conforto para buscar uma performance máxima. A ideia é que se a meta está 100% atingida, ela está muito fácil e precisa ser revisada.

Aumenta o foco

Como os objetivos e as metas a serem adotados são poucos, a equipe consegue manter o foco no que realmente importa, conseguindo trabalhar melhor nele.

Deixa a mensuração dos resultados mais fácil

Com objetivos bastante claros, fica mais fácil mensurar os resultados e, dessa forma, todos sabem quando estão conseguindo chegar próximo ao que foi planejado.

Como implementar a metodologia OKR

Assim como qualquer metodologia, a OKR, antes de ser implementada, deve estar clara para os colaboradores. Comece por etapas para que todos se sintam confortáveis com essas mudanças, estipulando metas e prazos mais curtos.

É importante ressaltar que as metas criadas devem estar alinhadas com a missão e visão da empresa, para que se conquiste o crescimento esperado. Uma boa opção é definir os objetivos por trimestre, inicialmente, e depois por departamento. Ao fazer dessa forma, cada departamento terá uma visão clara do que deve ser feito, e qual o impacto dele na organização.

Posteriormente, pense nos resultados e quais indicadores serão importantes para fazer essa análise. Para isso, utilize aquilo que discutimos acima sobre os indicadores SMART. A equipe deve receber um feedback durante todo o processo, incentivando a participação e sugerindo melhorias.

Para que não haja dificuldade de adaptação a essas mudanças, o ideal é começar pelas equipes mais antigas e, ao perceber que elas já estão confortáveis, ir adotando a metodologia OKR nas demais. Porém, é muito importante ter em mente que esse é um processo um pouco longo e que não ocorre do dia para a noite.

No começo, deve haver poucos objetivos, e cerca de 3 a 5 resultados chave para cada um, visando não gerar confusão na equipe, nem dificuldade no cumprimento das metas.

Os resultados esperados

Quando a metodologia OKR é bem construída, os resultados podem ser percebidos em pouco tempo e a empresa se beneficia. Eis alguns resultados:

  • Colaboradores com uma visão mais clara do que está sendo feito, e o que se pretende atingir com isso;
  • Trabalhadores mais engajados e se sentindo parte importante do processo;
  • Realização dos objetivos traçados de forma estruturada e alinhada com a missão da empresa;
  • Possibilidade de realizar uma transformação cultural, com foco em alto desempenho e em resultados;
  • Criação de uma empresa mais competitiva no mercado, devido a sua excelente estruturação interna e time de trabalho de alto rendimento.

Ficou claro o que é a metodologia OKR? Entendeu a importância de implementá-la em sua empresa para que ela chegue ao patamar das grandes, como a Google, por exemplo? Se tiver alguma dúvida sobre esse método e quiser nos contar a sua experiência de organização e mensuração dos resultados, deixe a sua opinião nos comentários!

Eduardo Sorensen – Como saí da zona da conforto e criei meu primeiro app

Eduardo Sorensen passou por algo que você já deve ter passado, como fazer para sair da zona de conforto e lançar um produto para ter uma receita extra mensal.

Pela primeira vez no meu blog, decidi liberar o conteúdo escrito por um convidado. Tenho certeza que você se identificará com a situação e espero que se motive para sair da zona de conforto e lançar o seu produto também:

Há 10 anos trabalho em uma Organização cuja cultura empresarial é baseada em empresariamento, e sentir-se “dono” do negócio faz parte do dia-a-dia. O senso de responsabilidade, confiança e disciplina sempre estiveram presentes em todas as minhas ações para superar os desafios propostos a cada ano. Estes anos foram (e ainda estão sendo) de muito crescimento profissional, e serviram para estimular ainda mais a vontade de ser dono de verdade de algo.

Mas o que fazer? “Largar tudo” para empreender? Afinal, gosto de onde trabalho, é desafiador, recompensador, boas perspectivas para o futuro. E então, o que fazer?

Formação Pessoal

Desde pequeno me identifiquei com “os eletrônicos”. Meu primeiro computador foi com 7 anos de idade, e a identificação foi instantânea (não significa que não andei muito de bicicleta na rua!). Linux fez parte do meu dia-a-dia desde a infância – aliás, foi assim que conheci Marcelo Toledo, amigo, grande profissional na área de tecnologia e empreendedor de primeira linha. Toledo foi uma influência importante para me ajudar, nestes últimos meses, a sair da comodidade.

A experiência avançada em informática associada ao gosto pela coisa me fez escolher esta via para iniciar o “Projeto Eu Empreendedor”.

O gatilho

Um dia, há uns 4 anos, estava passeando pela App Store (loja de aplicativos da Apple), e vi um anúncio do jogo Tetris, com preço promocional de 1,99 dólares, comemorando 100 milhões de cópias vendidas. Fiquei pirado com minha falta de ação! Afinal, também posso fazer isso! E então começou a saga pelo “App do milhão”.

O desafio para começar

Para iniciar esta saga, sabia de algumas coisas:

  1. Ainda queria continuar trabalhando no mundo corporativo
  2. Precisava de algo com baixo investimento
  3. Queria conseguir aprender sozinho

Minha decisão foi iniciar um aplicativo que, ao mesmo tempo fosse simples em seu desenvolvimento, fosse útil para o público alvo.

A ideia veio de uma necessidade própria. Aliás, busco sempre fazer esta reflexão: se eu pagaria por algo, acredito que outras pessoas também pagariam.

Decidi então criar o iCPC, que reúne todos os termos referenciados nos documentos do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), e também inclui os respectivos documentos para acesso offline.

O aplicativo: parte 1 (iOS)

A solução para o como fazer veio através do iTunes U, plataforma de ensino da Apple com diversos cursos livres oferecidos. A escolha foi a série de aulas de iOS Development oferecidas por Paul Hegarty da Stanford University.

Após muitas horas de vídeos, leituras, cópias de código e testes, comecei a fazer meu primeiro aplicativo, o iCPC. Sabia que não seria o “App do Milhão”, pois o público deste aplicativo é razoavelmente restrito:

Profissionais e estudantes do ramo da administração, contabilidade, finanças, ou outras áreas que trabalham frequentemente ou eventualmente com temas de contabilidade. Bom, até que o público não é tão restrito assim!

O lançamento do iCPC na App Store foi em abril de 2014. Não chegou ainda a 1 milhão de cópias, mas todos os meses centenas de downloads são feitos!

A estratégia de crescimento do iCPC passava necessariamente pelo desenvolvimento para Android, já que na primeira divulgação que fiz, um professor de contabilidade me perguntou:

— Existe versão para Android? 90% dos meus alunos usam Android.

Minha resposta:

— Ainda não, mas está em desenvolvimento e assim que estiver disponível eu aviso.

Pois bem… este “desenvolvimento” demorou 4 anos!

Desculpas tenho muitas: outras prioridades, trabalho, família, esportes, ou seja, muitas coisas ocupando as “horas vagas” e deixando este assunto de lado.

O aplicativo: parte 2 (Android)

Recentemente recebi um e-mail do meu amigo Marcelo Toledo com título “0.001% da população”, e um trecho me incomodou profundamente:

“O melhor dia para plantar uma árvore foi há 20 anos atrás; o segundo melhor dia é agora”

Hora de agir! Mas e aí, como fazer o aplicativo do Android rapidamente? De fato, no momento de vida que estou agora, minha realidade não permitiria aprender sozinho a desenvolver em Android para fazer a portabilidade, da mesma forma que fiz para iOS. Mas no mundo do empreendedorismo, não precisamos fazer as coisas sozinhos! Aí que conheci o UpWork.com, site que reúne freelancers, entre eles, de desenvolvimento de mobile software.

Em apenas um dia fiz o cadastro da “encomenda” e na hora seguinte já tinha 10 propostas. Fiz a seleção com base na experiência e custo de cada um, e consegui, 3 dias depois com baixo custo, ter o iCPC  para Android publicado na Google Play.

Conclusão e Lições aprendidas

  • Uma vez que você faça algo, portas começam a abrir e muitas oportunidades surgem;
  • Não é necessário esperar um “App do Milhão” para começar a fazer algo que gere receita;
  • Caso não tenha tempo ou a competência necessária para fazer algo sozinho, busque quem tenha e terceirize o problema;
  • E principalmente, não aguardar mais “20 anos” para tomar a próxima ação. Não podemos ficar parados. A hora de empreender é agora!

Você sabe o que é BNDES? Descubra aqui!

É bastante provável que você já tenha ouvido falar sobre o BNDES em sua vida, especialmente se você é dono do seu próprio negócio. Apesar de ser um termo comum, muita gente não entende a real função desse banco ou não sabe como o seu negócio pode se beneficiar das soluções oferecidas.

Justamente por isso que estou aqui para ajudá-lo a entender melhor como funciona esse banco e o que ele pode fazer pelo seu negócio. Continue lendo esse post e acompanhe tudo sobre a instituição e sua atuação.

Entenda o que é BNDES

A primeira coisa que preciso explicar sobre o BNDES é, justamente, do que se trata esse banco. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é um órgão público federal vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e que tem como objetivo principal fomentar a atividade econômica em diferentes áreas da economia.

A atuação do BNDES é procura gerar renda, empregos e melhorias sociais em diversos setores para o país, de modo que toda a sociedade se beneficie das atividades econômicas apoiadas pelo banco.

Por isso, o BNDES tem ações que vão desde as focadas em empresas voltadas para a infraestrutura até ações que apoiam o comércio e empreendedores individuais, por exemplo.

Saiba como funciona o BNDES

O BNDES funciona principalmente do ponto de vista do financiamento. Se você não sabe como funciona, eu explico: no financiamento oferecido pelo BNDES, é concedida uma determinada quantia financeira, paga em longo prazo, que deve ser utilizada para uma finalidade específica. Isso pode significar a compra de máquinas, melhoria da estrutura, expansão ou modernização do negócio, entrada no mercado exterior, lançamento de novos produtos e assim por diante.

É diferente de um empréstimo, em que o dinheiro pode ser utilizado com qualquer finalidade uma vez que seja concedido e também devido às condições. Como a intenção é favorecer o desenvolvimento, as condições oferecidas pelo BNDES costumam ser mais em conta do que as encontradas em bancos privados, por exemplo.

Além disso, o BNDES possui outras formas de ação. O banco pode adquirir debêntures da organização, por exemplo, que são títulos de dívidas de empregas privadas. Nesse caso, o BNDES se torna uma espécie de investidor, ao mesmo tempo em que ajuda o negócio a ter capital para cumprir com suas obrigações.

Em outros casos, ele oferece recursos não reembolsáveis, ou seja, que não precisam ser devolvidos. São recursos concedidos especialmente em campos como a cultura, ciência e tecnologia e inclusão social.

Durante uma crise econômica, o BNDES trabalha para oferecer soluções que ajudem na recuperação da economia, como incentivos diversos para que haja uma recuperação econômica.

Quais são as principais linhas de crédito?

É necessário também que você conheça quais são as linhas de crédito oferecidas pelo BNDES. Embora elas apareçam em grande quantidade, a seguir vou apresentar as principais e mais utilizadas em diferentes setores da economia. Assim, são elas:

BNDES Finame

O BNDES Finame é um tipo de financiamento voltado para a aquisição de máquinas e equipamentos que sejam previamente credenciados no BNDES.

Esse tipo de operação é realizada de maneira indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas.

As modalidades de apoio dessa linha de crédito são destinadas tanto para a empresa que compra o produto, como também para aquela que produz e comercializa. Com incentivos nessas três etapas, cria-se um ciclo virtuoso para a economia.

Nesse sentido, inclusive, o BNDES se divide em três linhas de financiamento: Aquisição e Comercialização de Bens de Capital (BK Capital); Aquisição e Comercialização de Ônibus, Caminhões e Aeronaves Executivas (BK Aquisição Ônibus e Caminhões) e Produção de Bens de Capital (BK Capital).

BNDES Finame Agrícola

Já o BNDES Finame Agrícola tem características semelhantes à linha de crédito anterior, mas é voltada para o setor agropecuário.

Nesse caso, é permitida a aquisição de máquinas, equipamentos e bens tecnológicos em geral e para a automação, desde que credenciados no BNDES.

Além disso, é necessário que esses equipamentos agrícolas sejam produzidos no país, sejam novos e se destinem ao setor agropecuário.

Também é uma linha de crédito intermediada por instituições financeiras credenciadas e o financiamento tem limite variável de 70 a 80% do valor do bem.

Já os prazos variam de 90 meses para aquisição de equipamento e até um ano para a aquisição de soluções tecnológicas e de automação.

BNDES Finame Leasing

O BNDES Finame Leasing, por sua vez, é uma linha de financiamento de aquisição de máquinas, equipamentos e soluções de automação que sejam voltadas para o arrendamento de mercado.

As regras para o que pode ser financiado são as mesmas do Finame tradicional, mas o valor do limite de financiamento varia. Nesses casos, equipamentos mais básicos podem ter até 40% do valor financiado, enquanto os que envolvem tecnologia e que estejam listados têm até 70% do valor. Quanto aos demais, o limite de financiamento é de 50% do valor total.

Os prazos também diferem quanto ao tipo de produto, mas no caso dos ônibus e aeronaves, por exemplo, o prazo varia de 6 anos até 10 anos, dependendo das características de cada veículo.

BNDES Automático

O BNDES Automático, por sua vez, oferece financiamento por meio de instituições financeiras credenciadas em valores que sejam iguais ou inferiores a R$ 20 milhões. Esse valor, devo ressaltar, é também o limite de financiamento a cada 12 meses.

Nesse tipo de linha de crédito o financiamento é oferecido tanto para projetos de desenvolvimento e inovação, como também em investimentos que ajudem a ampliar, recuperar ou valorizar ativos fixos do negócio.

Quanto à área de atuação, empresas de diferentes setores da economia podem obter esse tipo de financiamento.

As linhas de financiamento são voltados para as micro, pequenas e médias empresas (MPMES) e também para as médias-grandes e grandes empresas. Nesse sentido, inclusive, há linhas de financiamento destinadas para setores prioritários, como geração de energia sustentável, estrutura de transporte e gestão de resíduos industriais e urbanos e para os demais setores.

BNDES Finem

Já o BNDES Finem funciona exatamente como o BNDES automático, só que com limite superior a R$ 20 milhões. Dentro de determinadas exceções, inclusive em relação à região física de investimento.

O apoio pode acontecer de maneira direta ou indireta, sendo que pode ficar a critério do banco a decisão da forma de apoio. Empreendimentos que se relacionem à comunicação, propaganda e jornalismo, entretanto, só podem ser apoiados de maneira indireta.

Essa linha de crédito também possui diversas linhas de financiamento dependendo do setor. No caso de energia, por exemplo, existem linhas para transmissão e distribuição de energia, enquanto para logística há financiamentos para o modal ferroviário e rodoviário, dentre outras possibilidades.

BNDES Project Finance

O BNDES Project Finance, por sua vez, é uma linha de crédito mais complexa e mais específica para certas atividades.

No geral, ele exige uma estrutura de operação de crédito que seja realizada por uma sociedade de ações. Para isso, algumas das exigências incluem que as receitas cedidas em benefício dos financiadores, que o fluxo de caixa justifique o projeto, que o cliente seja uma sociedade por ações e outras características.

Nesse tipo de operação existe também uma análise de risco feita pelo BNDES e que avalia questões, como o grau de alavancagem e risco operacional do projeto.

Também existem garantias pré-operacionais e pós-operacionais de modo que os recursos fornecidos gerem os resultados desejados, além de serem exigidas garantias reais.

Cartão BNDES

Já o cartão BNDES é uma das linhas de créditos mais populares e mais abrangentes oferecidas pela instituição.

Esse cartão oferece um crédito pré-aprovado que conta com as menores taxas de juros do mercado. Com esse cartão, é possível realizar a compra de equipamentos, maquinário e outros insumos que sejam necessários para o desenvolvimento e sucesso do negócio.

É uma linha de crédito especialmente voltada para as MPMES e o crédito tem limite máximo de R$ 1 milhão. Os produtos devem estar credenciados no Portal de Operações de BNDES e o cartão pode ser emitido por bancos públicos e privados.

Quanto às prestações, elas variam de 3 a 48 meses, mas os bancos emissores do cartão podem oferecer outras condições.

BNDES Microcrédito

O BNDES Microcrédito concede empréstimos de baixo valor para microempreendedores de diversas áreas e com diferentes níveis de formalização.

A principal justificativa para a existência dessa linha de crédito é o fato de que muitos microempreendedores não possuem acesso às ofertas de crédito tradicionais, seja porque ainda não possuem o perfil adequado ou porque as condições oferecidas não os atendem.

Como é feito de maneira indireta, condições como limite do financiamento e taxas de juros devem ser definidas pela instituição intermediária.

BNDES Exim

O BNDES Exim fornece financiamentos voltados para o incentivo da exportação de bens e serviços. Para isso, ele possui cinco possibilidades diferentes: BNDES Exim Pré-Embarque, Pré-Embarque Empresa Inovadora, Pré-Embarque empresa Âncora, Pós-Embarque ou Automático.

A escolha da linha de crédito adequada depende do momento em que a empresa necessitará de financiamento e também do tipo de negócio. No geral, o valor de financiamento varia entre 30 e 70% dos bens a serem exportados e o prazo pode chegar até 3 anos, no geral.

BNDES Soluções Tecnológicas

O BNDES Soluções Tecnológicas completa a lista com as principais linhas de crédito, mas é uma opção diferenciada das demais.

Por ser voltado para a comercialização de soluções tecnológicas no país, ele também é responsável por favorecer a comunicação entre quem vende e quem compra.

No geral, as soluções financiadas pelo BNDES são as oferecidas por empresas especializadas em tecnologia, universidades e outras instituições que sejam devidamente credenciadas.

A empresa que quiser adquirir uma dessas soluções deverá solicitar o financiamento que ocorrerá mediante determinadas condições como taxas e prazos de pagamento. Até maio de 2016, entretanto, era uma solução apenas em fase de captação de fornecedores.

Quem pode solicitar linha de crédito?

No geral, cada linha de crédito possui características únicas e que fazem com que uma empresa possa ou não realizar a sua solicitação. No caso do cartão BNDES, por exemplo, ele é uma linha de crédito voltada para micro, pequenas e médias empresas, que recebem a prioridade na concessão desse crédito.

O Finame Agrícola, por sua vez, é limitado para empresas que sejam atuantes nesse setor específico, enquanto o Finame é aberto a sociedades nacionais, estrangeiras e fundações, empresários individuais que possuam CNPJ ou empresas individuais de responsabilidade limitada, por exemplo. Além disso, a linha de crédito também aceita transportadores autônomos, assim como associações, condomínios e sindicatos.

Já no microcrédito, a oferta é limitada para empresas que tenham receita anual bruta igual ou inferior a R$ 360 mil. No BNDES Automático, por sua vez, podem solicitar sociedades, autarquias, empresas individuais, consórcios, condomínios e pessoas físicas caracterizadas como produtores rurais. Por outro lado, clubes e sindicatos ficam proibidos de ter acesso à linha de crédito.

Assim, tudo depende da linha desejada para que se possa avaliar quem poderá solicitá-la. As linhas mais conhecidas, entretanto, normalmente podem ser solicitadas não apenas por empresas de diferentes portes, mas também por pessoas físicas que possuam atuação específica no mercado, como é o caso de microempreendedores individuais.

Onde posso utilizar linha de crédito?

Cada linha de crédito possui uma indicação própria de uso. Isso significa que dependendo do tipo de crédito ao qual você teve acesso, você deverá utilizá-lo para fins específicos. No caso do Finame, por exemplo, é obrigatório adquirir itens como máquinas e equipamentos em geral.

Já no caso do Exim, os recursos são voltados para a exportação dos produtos e entrada no mercado exterior. Por sua vez, o cartão BNDES permite a aquisição de uma série de produtos licenciados pelo BNDES que vão desde equipamentos de estrutura até de melhoria e valorização dos ativos fixos.

Dentre todos, o microcrédito é o único que oferece a possibilidade de funcionar como um empréstimo. Assim, quem solicita esse tipo de linha de crédito tem mais liberdade para usá-lo como achar mais conveniente e adaptado para o seu negócio.

Cartão BNDES: tudo que você precisa saber

O Cartão BNDES é a linha de crédito mais indicada para micro, pequenas e médias empresas, então é conveniente que eu esclareça mais a respeito dessa linha tão popular. Basicamente, como dito anteriormente o Cartão BNDES é uma linha de crédito que oferece um cartão com crédito pré-aprovado de até R$ 1 milhão e que pode ser utilizado para adquirir diferentes itens necessários para o negócio.

Para ajudá-lo a entender mais sobre essa linha de crédito, conheça a seguir tudo o que você precisa saber sobre o assunto:

Como solicitar o Cartão BNDES?

A solicitação do Cartão BNDES é feita de maneira totalmente on-line, diretamente pelo site da instituição.

Depois que clicar em “Solicite seu Cartão BNDES”, você será redirecionado para a ficha de solicitação em que deverá informar o CNPJ, o CNAE Fiscal, o setor e o ramo de atividade. Sua empresa deve estar totalmente regularizada, com INSS, FGTS e tributos federais em dia.

Além disso, você deverá escolher a bandeira do seu cartão. Atualmente, as opções incluem Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Santander, Banestes, Banrisul, Bradesco, BRDE, Caixa, Itaucard, SICOOB e Sicredi.

Essa escolha deve ser feita com cuidado, já que é a instituição financeira é a responsável por realizar a análise e aprovação de crédito.

Também será necessário abrir uma conta-corrente, em nome da empresa, no banco escolhido para a emissão do cartão. Isso porque, todas as compras e pagamentos das parcelas serão feitas por intermédio dessa compra, então o relacionamento é estabelecido dessa maneira.

Uma vez que você avance no processo de solicitação, poderá fazer sua proposta com o valor desejado e também deverá fornecer os outros documentos. Depois, é só aguardar a análise de crédito do banco escolhido.

Qual é o limite do Cartão BNDES? Terei acesso ao crédito de R$ 1 milhão?

Como o Cartão BNDES financia até R$ 1 milhão, é comum que muitos empresários achem que terão acesso a esse valor integral uma vez que solicitem o cartão. A verdade, entretanto, é que esse é o limite máximo estabelecido pelo BNDES, mas o limite individual do seu cartão será definido pelo banco escolhido.

Mediante uma análise de crédito e da situação da sua empresa, o banco definirá quanto de crédito você poderá utilizar. Esse valor, inclusive, até pode ser de R$ 1 milhão, desde que o banco comprove que a sua empresa possui a capacidade de pagamento para utilizar um crédito desse tipo.

Posso solicitar mais de um cartão BNDES?

Embora você só possa ter um Cartão BNDES por banco, é possível solicitar mais de um cartão em instituições diferentes. Como assim? Eu explico: imagine que você solicitou seu primeiro cartão BNDES no Banco Santander. Embora venha sendo muito útil, o limite ainda não atende todas as solicitações do seu negócio.

Nesse caso, então, você poderá fazer uma solicitação no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, por exemplo. Se quiser você poderá solicitar um Cartão BNDES para cada instituição financeira, mas isso não significa que todos serão aprovados.

O que posso comprar com o Cartão BNDES?

Uma vez que você esteja com o cartão BNDES em mãos, você poderá adquirir produtos e serviços que se relacionem às atividades necessárias para o seu empreendimento.

A relação completa de produtos e serviços se encontra no site do cartão, mas, em geral, você pode adquirir bens novos como veículos, maquinário, embalagens, matérias-primas para fabricação de móveis, peças necessárias para a modernização de bens ativos e materiais para a construção civil que estejam autorizados.

Quanto aos serviços, você pode contratar serviços de avaliação de conformidade, serviços de pesquisa e desenvolvimento, serviços de design de embalagem, cursos voltados para a hospitalidade e atendimento, especialmente os de idiomas e outras opções.

É preciso tomar cuidado, entretanto, com o que não pode ser financiado pelo cartão BNDES. Usar os recursos como capital de giro, por exemplo, não é permitido, assim como não podem ser adquiridos bens como armas, produtos importados, insumos que não sejam autorizados pelo banco e compra de imóveis e terrenos.

Além disso, o cartão BNDES não pode ser utilizado para adquirir veículos se a empresa atua diretamente na venda desses itens.

Quais as vantagens do Cartão BNDES?

A primeira e principal vantagem do Cartão BNDES é que ele oferece crédito com as taxas mais baixas do mercado. Isso significa que você é capaz de adquirir produtos necessários para o desenvolvimento do seu negócio e paga taxas mais baixas do que em quaisquer outras instituições disponíveis no mercado.

Como resultado, sua dívida é menor assim como o impacto financeiro no orçamento do seu negócio. Como você pode manter seu negócio sempre atualizado e com a estrutura adequada por um preço menor, o resultado é que você ganha uma vantagem competitiva em relação aos negócios do seu ramo de atuação.

Além disso, utilizar o Cartão BNDES é uma forma de aumentar continuamente a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos a seus clientes, gerando cada vez mais valor agregado. Não menos importante, é uma forma mais fácil de acesso a crédito, sendo mais simples do que a maioria dos financiamentos tradicionais.

As taxas de juros pré-fixadas e o pagamento em até 48 vezes são outras vantagens de utilizar esse tipo de linha de crédito para favorecer o seu negócio.

Conclusão

O BNDES é um órgão público muito importante para o estímulo da economia feito por meio do incentivo a uma série de empreendimentos em tamanhos e áreas diferentes. Com o oferecimento de uma grande variedade de linhas de créditos, o BNDES é responsável por estimular a economia brasileira e por ajudar os negócios a se fortalecerem no mercado.

Dentre as linhas de créditos, o Cartão BNDES é o mais indicado para micro, pequenas e médias empresas que precisem de uma ajuda extra para ganhar mais força no mercado. Se esse é o seu caso, recomendo fortemente que você considere a possibilidade de utilizar essa linha de crédito para financiar o sucesso do seu negócio de maneira prolongada.

Sobrou alguma dúvida sobre o que é o BNDES ou como ele atua? Então deixe um comentário, com suas impressões e questionamentos!

Afinal, o que é marketing multinível?

Você deve conhecer pelo menos uma empresa que realiza marketing multinível, mas talvez não saiba que esse é o nome do processo de vendas utilizado pela marca. Esse processo se baseia na venda direta de produtos e serviços a partir de uma rede de vendedores independentes.

Sendo assim, para sanar de vez as suas dúvidas sobre o marketing multinível, elaboramos este artigo. Confira!

O marketing multinível

Também conhecido como networking marketing ou pela sigla MMN, o marketing multinível é basicamente um sistema de venda direta, que acontece por meio de uma rede de vendedores independentes. Esses vendedores atuam diretamente com o público, sem a intervenção de atacadistas ou varejistas, por exemplo.

Uma empresa de marketing multinível conta com equipes de vendedores qualificados — por meio de treinamentos e palestras —- que recebem apoio no relacionamento com os clientes e dicas para a organização do próprio trabalho.

O marketing multinível visa a criação de uma rede de representantes da empresa que optar por esse modelo de negócio. Dessa forma, é possível expandir o alcance da marca por meio da venda de produtos ou serviços.

Empresas que realizam marketing multinível

O ramo mais comum de empresas que realizam o marketing multinível é o de cosméticos. Entretanto, esse tipo de estratégia é comum a outros setores do mercado, como veremos a seguir:

Avon

A Avon abriu as portas no ano de 1886. A primeira representante comercial de vendas da empresa era uma mulher. Isso aconteceu porque os gestores acharam que a venda dos produtos da marca seria mais fácil se fosse realizada por alguém que entendesse o universo feminino.

A marca incentiva seus representantes a formarem equipes de trabalho. Dessa forma, é possível recrutar vendedores que vão ser assessorados por um líder — que, por sua vez, é assessorado pela própria empresa.

As comissões de venda direta podem variar entre 20 e 50% — de acordo com o valor do produto. Quando o representante se torna líder de uma equipe, ele recebe, além da comissão de venda própria, um percentual sobre a venda da sua equipe (que varia entre 3 e 7%).

Esse mesmo modelo de trabalho é adotado por outras empresas do ramo, como a Natura, a Mary Kay, a Jequiti e a Hinode.

Hoje, a Avon atua em mais de 100 países e possui um número superior a 5 milhões de representantes comerciais. Esses dados fazem com que a Avon seja a maior empresa de vendas diretas do mundo.

Herbalife

Um dos produtos mais vendidos da Herbalife é o shake emagrecedor, adquirido por pessoas que estão em busca de um estilo de vida mais saudável.

Por meio de um plano de compensação lucrativo, a Herbalife adquiriu mais de 160 mil distribuidores independentes no Brasil. A estratégia da empresa é semelhante à da Avon: os representantes recebem treinamentos e são incentivados a formarem sua própria equipe de trabalho. Sendo assim, é possível aumentar o valor das comissões recebidas.

Tupperware

Em 1946, Earl Tupper fundou a empresa que revolucionou a forma de armazenar alimentos. Os recipientes desenvolvidos pela empresa Tupperware são feitos de polietileno, e também começaram a ser comercializados pelo sistema de marketing multinível.

Para ser um representante da marca, é preciso adquirir os kits iniciais — a maioria das empresas de marketing multinível trabalha com essa estratégia. Os kits podem ser compostos de produtos mais simples ou de itens mais caros, de acordo com o que o futuro representante estiver disposto a investir.

O plano de compensação da Tupperware é similar ao das outras marcas: o representante ganha uma comissão por suas vendas e tem metas a cumprir. É possível crescer na empresa e assumir cargos de gerência e direção. Para chegar a esses cargos, é preciso montar equipes de trabalho, formadas por pessoas chamadas de “recrutas”.

O treinamento dos representantes de venda é dividido em duas partes, em que são oferecidas informações sobre o produto e sobre recrutamento. A primeira etapa consiste em informar o representante sobre os argumentos de venda que devem ser usados com os consumidores — tomando como base as especificidades dos produtos.

A segunda etapa aborda a atitude empreendedora. A empresa incentiva os representante a utilizarem a internet para divulgar a marca. Dessa forma, é possível que outras pessoas tenham acesso à oportunidade que a Tupperware oferece. O representante pode, a partir dessa divulgação de informações, conquistar recrutas para formarem a sua própria equipe de trabalho.

Marketing multinível x pirâmide financeira

A pirâmide financeira tem como base somente o recrutamento de representantes de venda, enquanto o marketing multinível preza pela expansão da rede de contatos.

As empresas de marketing multinível são responsáveis pelo fornecimento de produtos ou serviços, bem como pelo treinamento de seus representantes. Essas pessoas, por sua vez, são responsáveis pela criação e pelo gerenciamento das suas equipes de trabalho e da cartela de clientes. Dessa forma, é possível garantir um retorno financeiro para todos os envolvidos no processo.

Termos legais

A regulamentação das empresas que realizam vendas diretas no Brasil é feita pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Essa associação segue o código de conduta da World Federation Direct Selling Association (WFDSA).

A regulamentação das empresas de marketing multinível é necessária porque, muitas vezes, os produtos ou serviços oferecidos por marcas que se baseiam na pirâmide financeira são inexistentes. Há também casos de empresas que são sustentadas somente pela venda de kits. Esse modelo de negócio passa a ser configurado como pirâmide financeira, que é ilegal no Brasil.

No marketing multinível, a venda direta é legalizada. Além disso, os representantes passam por treinamentos e têm participação nos lucros da empresa.

Se você tem um ótimo produto ou oferece serviço de qualidade e quer dar visibilidade para a sua empresa, o marketing multinível é um excelente modelo de negócio. Por meio do MMN, é possível criar uma rede de representantes da sua marca e ampliar a sua cartela de clientes.

Se você não tem um produto, mas se considera um ótimo vendedor e tem uma veia empreendedora pulsando, o marketing multinível também pode gerar ótimos resultados. Você pode se tornar representante de empresas de sucesso, que vêm se destacando no mercado com o passar do tempo. O trabalho pode não ser fácil, mas é vantajoso para quem realmente deseja crescer profissionalmente.

Ficou interessado pelo marketing multinível? Tem alguma experiência com esse modelo de negócio? Deixe um comentário!