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Ritalina: como droga da inteligência?


A Ritalina é um dos medicamentos mais vendidos do mundo. Indicada para casos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonias sem causa aparente, a droga vem sendo usada sem critérios como uma droga da inteligência por quem não sofre – nem nunca sofreu – desses males.

Tornou-se cada vez mais comum encontrá-la em faculdades de medicina, cursos pré-vestibulares, startups e até mesmo em grandes empresas, já que ganhou o apelido de “pílula da inteligência” devido a sua capacidade de aumentar a concentração e de driblar o cansaço.

A droga também vem sendo encontrada com frequencia em consutórios pediátricos, sendo prescrita para crianças diagnosticadas precocemente com casos de hiperatividade. Porém, a falta de maiores estudos de longo prazo incomoda muitos médicos – e mesmo leigos -, e o assunto vem ganhando corpo nas discussões científicas.

Como a Ritalina funciona

A Ritalina, cuja substância é o cloridrato de metilfenidato, é um psicoestimulante do grupo das anfetaminas, indicada especialmente para alguns tipos de problemas de funcionamento do sistema nervoso. O seu uso também pode ser de grande valia para idosos que não toleram bem os efeitos colaterais dos antidepressivos.

Embora tenha sido alvo de diversos estudos, a popularidade alcançada e o uso indiscriminado vêm gerando críticas por parte da sociedade comum e médica, principalmente quando as crianças estão largamente sendo diagnosticadas com TDAH.

Foi o caso, por exemplo, de Michael Phelps, que se tornou o maior medalista olimpico da história. Diagnosticado quando criança, ele teve seu problema solucionado com a prática de esportes, e não colocando-o na frente de um vídeogame ou tablet metade do seu dia com doses cavalares de Ritalina (solução comumente encontrada por pais sem paciência e médicos by the book).

Outro ponto de preocupação é a ausência de pesquisas de longo prazo sobre seus efeitos colaterais. E como a droga é cada vez mais administrada em crianças, há um medo crescente dos possíveis resultados após décadas de uso.

Quais são os efeitos colaterais da Ritalina

Os efeitos mais observados nos pacientes em uso de Ritalina são: falta de apetite, dor de cabeça, aperto no peito, taquicardias, insônia, aumento da pressão arterial, tremores, sudorese excessiva, boca seca, surgimento de crises de ansiedade, pânico ou surtos psicóticos. Complicações mais sérias, como convulsões e arritmias cardíacas são improváveis se respeitadas as doses recomendadas e o histórico do paciente. Neurologistas comumente afirmam que quando bem aplicada, esta substância é segura.

Quais são os riscos do uso indiscriminado

A competitividade do mundo moderno muitas vezes faz com que as pessoas coloquem o seu bem-estar em segundo plano. Porém, a pergunta é: até que ponto vale a pena colocar sua saúde em risco para obter sucesso? Existem outras maneiras de vencer e cabe a você decidir o que quer fazer para isso. De qualquer forma, não se esqueça: não brinque com a sua vida. Ela é seu bem maior e o único irrecuperável. Busque sempre um bom médico para orientá-lo.

No caso das crianças, ainda acredito que a grande maioria que está sendo diagnosticada com TDAH poderia ter um tratamento alternativo e natural. Elas não prestam atenção na aula, não porque são hiperativas e desfocadas, mas porque não praticam atividades fisicas o suficiente e vivem nos tablets e video games. E vamos combinar? As aulas nas escolas estão longe de se tornarem interessantes. É preciso repensar este tema para encontrar a raiz do problema, e eu tenho certeza de que não será a criança.

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  • Rodolfo Araújo

    Marcelo, há inúmeros estudos de longo prazo realizados com Ritalina, já que ela está disponível desde a década de 1950 – antes, portanto, da pílula anticoncepcional. É exatamente o oposto da homeopatia, por exemplo, que não tem NENHUMA comprovação da sua eficácia. Então, quando um médico diz que não há estudos de longo prazo no uso do metilfenidato, o que incomoda é a ignorância deles.

    O uso de terapias alternativas é importante como tratamento complementar. Mas por que elas são chamadas de “alternativas”? Porque não têm comprovação científica – se não não seriam alternativas, correto? Neste ponto, trata-se de simples reserva de mercado.

    E o fato de serem chamadas de “naturais” não dizem nada sobre eficácia, tampouco ausência de efeitos colaterais. É curioso ver pessoas torcendo o nariz para produtos farmacêuticos, cuja produção é rigorosamente controlada e achando que o chazinho da feira tem propriedades milagrosas e nenhum risco. É uma perigosíssima inversão de valores. Afinal, veneno de cobra também é natural – e faz um mal danado!

    Ainda assim, o metilfenidato não é uma das substâncias com a melhor resposta terapêutica. Ele é A substância com a melhor resposta terapêutica que existe, independentemente da doença – superior, inclusive, à maioria dos antibióticos, famosos por sua eficácia.

    Se você considerar a incidência da doença, verá que o uso ainda é pequeno. Grande parte deste problema você identifica no texto: os próprios pais, incapazes de lidar com os próprios filhos e que buscam uma solução que os livre da culpa. Mas quem tem um filho diagnosticado corretamente com TDAH e que faz uso correto da medicação sabe a diferença que isso faz.

    Acontece que, como muitas outras drogas, acontecem abusos. Como antibióticos e outras substâncias voltadas para a modulação do humor. Ou o álcool. Ou os antibióticos.

    Um abraço, Rodolfo.

  • Fábio

    Meu caso… Nunca ingeri drogas ilícitas em minha vida, nem mesmo lança-perfume, que meus amigos já usavam aos 15 anos. Só bebidas alcoólicas, e pouco (sequer cheguei a vomitar, cair uma única vez). Aluno exemplar… Estudei por três meses em uma sala para alunos superdotados com 5 e 6 anos de idade. Meu pai, depressivo e sem instrução formal, tirou-me com a desculpa de que aquilo representava muito gasto. Meus professores da primeira série primária se assustaram comigo, pois eu já sabia ler. Sempre estudei em escola pública. Por outro lado, cresci praticamente na rua: pichei muro, briguei com faca, tive turminha de briga, soltava pipa direto, lia muuuito gibi e jogava muuuito futebol na rua, além de vídeo-game. Experiências sexuais começaram cedo também. Ao mesmo tempo, meus pais me cerceavam e me deixavam livre (cercear, no caso, significa bater, mas muito). No mais, o velho era super-honesto, trabalhador, mas não tanto quanto minha mãe, que trabalhou e trabalha mais de 12 horas por dia ainda hoje (por isso a liberdade, que, no caso, significa falta de tempo). Consegui passar em três vestibulares para universidades públicas, os únicos três que prestei, tanto em área de exatas quanto de humanas. Fui para a filosofia. Tinha muita sede de conhecimento. Extremamento dedicado, formei-me com a segunda melhor média de duas turmas de dois anos com os quais pude comparar. O cara da melhor média era o meu melhor amigo. As melhores bolsas de Iniciação científica, Mestrado e Doutorado, defendidos ambos com distinção e louvor. Lecionei durante o doc. e fui escolhido o paraninfo da turma, dada a minha dedicação e competência. Contudo… sempre fui desmotivado. Perdia um, pensava em desistir. Caía fácil. Precisava sempre ser motivado. Se me sentia assim, ótimo. Do contrário, ficava mal. Pior que, não sei por qual motivo, sempre me julguei inferior a muitos outros. Eu sabia que estava na frente, mas sempre escolhia pontos ruins como critério de comparação, talvez por conta de minha educação. Os problemas, de fato, começaram quando vieram os concursos. Em 5 deles, nunca fui reprovado na prova escrita ou na didática. Passava, mas normalmente em segundo. E o primeiro era “da casa”… Nem vou entrar nos detalhes disso, mas quem é do meio sabe que é assim. Ficava %#@& com aquilo, e, óbvio, desmotivado. Mal pra %$&*@#. Olhava para o lado (como agora), e via um cara que tinha feito ensino técnico ou uma particular qualquer ganhando muito mais que eu, desempregado. Sabe a estória do sistema de recompensa? Estava acordando sempre, curiosamente, entre 4 e 4:30 da manhã e não dormia mais. Também não trabalhava. Taquicardia, ansiedade fdp. Pensei, sim, em suicídio. Minha concentração caiu a zero. Tudo era melhor do que ler aquela desgraça. Se eu lia 50, 60 páginas por dia, agora não conseguia passar da primeira. Pesquisei. Psiquiatra me receitou anti-depressivos. Neguei-me a tomá-los. Nem ao retorno eu fui. Pesquisei mais e descobri a Ritalina. Fui ao médico expliquei a situação a ele e menti descaradamente. Consegui. Já são três meses com ela, 2 a 3 comprimidos de 10mg por dia. Ao escrever essa mensagem, volto a ficar revoltado e mal, mas só agora (até parece que sou masoquista por isso), pois logo que parar, voltarei, mesmo que artificialmente, a me sentir bem. Esse remédio me tornou outra pessoa. Melhorou tudo. Nem ansiedade, que sempre tive, piorou, como a bula prevê como um dos possíveis sintomas. Voltei a conseguir dormir. O sexo com minha namorada voltou ao que era antes (gozo umas 7, 8 vezes por semana, como antes). O trabalho começou a me interessar mais e, não sei por qual motivo, comecei a pensar menos nos problemas e aproveitar o momento. Pode ser passageiro, mas prefiro assim. Tava ruim demais (agorinha sentindo vontade de chorar só de lembrar). O bem-estar que ela me causa é muito bom. Veja: voltei a ler gibi… minhas memórias de infância voltaram todas!!! Lembro-me de quando soltava pipa, de quando era feliz em pequeno, e curto muito tudo isso. Acho que os bons momentos de hoje se associam aos momentos de antes e se entrelaçam, quando não me preocupava com o mundo como ultimamente. Continuo lendo, e com minhas responsabilidades. Domingo, às 7 da manhã, estava respondendo a e-mails sobre congressos que estou organizando, mesmo sem ganhar por isso um centavo. Seria melhor ficar sem o remédio? Talvez, se não sentisse que precisasse dele. Mas preciso. De um círculo vicioso, ele me pôs em um círculo virtuoso, e sem quaisquer efeitos colaterais, no meu caso. Imagino que eu deva ter alguma disfunção cerebral que me levava, sempre, a ficar tenso, preocupado (como a falta/excesso de alguma substância). Jogar tudo na conta de minha educação não me parece a melhor resposta, pois tive muitos momentos bons e duráveis no passado, e meus colegas e amigos concordam que, de fato, estou passando por problemas não tão frequentes nesses concursos. Dificuldades existem? Claro, mas por que me preocupar tanto com elas? Vamos que vamos…

    • Adriano Garcez

      Apesar de falta de parágrafos, li tudo. Sei bem como é.

      Disse tudo o que acontecia na minha vida para a psiquiatra e fui diagnosticado com TDAH. Já faço tratamento há meses e tive uma melhora imensa de qualidade de vida.

      Não fui diagnosticado com depressão, muito menos me sinto deprimido, mas, quando fico alguns dias sem usar a Ritalina, não tenho vontade de fazer nada. Sente o mesmo? Nem posso dizer que é efeito de dependência da droga porque antes de começar o tratamento era a mesma coisa.

    • Godinho

      Típico sistema de recompensa desregulado. Corte cafeína e atividades viciantes como jogos, bebidas alcoólicas, masturbação, etc… . Faça exame de sangue, exame de testosterona e de hormônios tireoidianos. Quando criança, descreveu ser normal, não ter problemas de concentração e motivação, isso porque tomava sol e praticava atividades físicas, não tinha vícios e socializava, por isso, Tome sol ou suplemente vitamina D3, isso ajudará os hormônios a funcionarem corretamente. O que a ritalina faz é ligar o sistema de recompensa na hora que você a toma, ou seja, você engana seu cérebro e o faz liberar dopamina e serotonina sem precisar comer, socializar ou dormir, atividades estas, naturais do ser humano, e que fazem o sistema de recompensa funcionar corretamente.Corte os vícios que te falei, depois volte aqui e me conte.

    • Fernanda Leite

      Moco li tudo. Vc com certeza nao eh normal. Seu cerebro e corpo deve ter alguma coisa descompensada que precisa ser regulada. Provavelmente eh depressão. E vc esta se tratando por conta cm um remedio que eh tarja preta e pode viciar. Vc pode destruir a sua vida. Uma hora vai t dar um efeito. Nao tenha preconceito de assumir que tem depressão. Parece pra mim claro. Ansiedades e pensamento suicida. Vc esta cm precoito de uma doenca que muiiiiita gente tem. E que tem um tratamento nao viciante que pode t ajudar. Nao entendo como vc prefere tomar algo d tarja preta, como a ritalina, ao inves d um antidepressivo tarja vermelha. Se cuida, pois se vc ficar doente, sua familia e namorada vao sofrer. E para de ter preconceito com depressão. Faz terapia. Vc esta achando a solucao pelo caminho curto e facil e cheio de consequências. Vc esta tomando uma anfetamina. Assita o filme requiem para um sonho. Vc nao esta enganando mais ninguem, alem d vc mesmo. Desculpa falar a verdade.

  • MARCIA

    Ola vendo inibidores de apetite ANFEPRAMONA,SIBUTRAMINA E FEMPROPOREX quem tiver intereçe por favor me chama ibox.ou no watts.
    11964958195