Empreendedorismo

Startups: Você está preparado?


Você está preparado para ter sua startup? Este é o primeiro post da série Startups, iniciando pelo primeiro item do mapa mental “Como abrir uma empresa?”. Para não ficar longo, dividi inicialmente em quatro artigos:

  • Experiência profissional (Este artigo)
  • Conhecimento técnico
  • Conhecimento compartilhado (co-fundadores)
  • Motivos legítimos para abertura de uma Startup

Vamos ao primeiro:

O ser humano tem uma necessidade natural de competir em praticamente todas as áreas. No mundo corporativo não é diferente, o objetivo é ganhar mais e escalar até o topo da montanha, até um dia quem sabe, ser o presidente da empresa.

O pequeno detalhe é que essas vagas são limitadas e poucas pessoas de fato conseguirão chegar até lá. A maioria delas tenta, mas no meio do caminho desistem e acabam escolhendo uma vida confortável, mas sem luxo.

Não adianta dizer que é diferente, no fundo, todo mundo gostaria de ser rico e dono de uma empresa bem sucedida. Pode até ser, que nos seus primeiros anos como profissional, você acredite que poderá chegar até o topo, mas conforme os anos passam, você percebe que a vida não é um conto de fadas, e que chegar até lá, não é tão trivial assim.

Estar preparado é fundamental

Abrir uma Startup (empresa), pode ser uma alternativa, mas você precisa estar preparado. Você esta? Você precisa ter motivos e objetivos legítimos. Você tem?

No começo de carreira, todo mundo sofre e leva esporro do chefe. Todo mundo recebe menos do que deveria e é pressionado a trabalhar dezoito horas por dia e fazer mais do que qualquer ser humano é capaz. Todo mundo se estressa, perde cabelos, ganha olheiras, engorda. Todo mundo tem aquele colega puxa saco ou puxador de tapete, que quase sempre é o cara que é promovido na sua frente. Todo mundo não é reconhecido como deveria, é sub-aproveitado e acha que poderia estar fazendo mais pela empresa. Etc, etc, etc.

Quer sabe o que é isso? É o que você irá viver todos os dias da sua vida se quiser ser um empreendedor. É aqui que você aprende o jogo político das corporações. A malícia. O jogo de cintura. O que é certo ou errado. O que você não gosta de ouvir e o que gosta. É a realidade. A verdade nua e crua, que nenhuma faculdade ou MBA poderá lhe ensinar.

Assim como existem pessoas que trocam de empresa na primeira dificuldade, existem as que resolvem abrir uma startup. Como você deve imaginar, esse é o motivo errado, e a chance de dar certo, é mínima.

Estar frustrado por causa dos problemas acima não pode ser o seu motivo, passar por tudo isso é importante para que você consiga se preparar. Saber crescer e se movimentar dentro de uma organização é difícil, mas quando acontece, é um dos sinais de que você esta se tornando preparado.

Se isso ainda não aconteceu com você, lembre-se que o mesmo não que você leva hoje como empregado, será o não que você levará como empreendedor. Antes de ir para a guerra, aprenda a transformar o não em sim, no treinamento.

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  • Rinaldi Fonseca

    Olá Marcelo, parabéns pelos posts!
    Concordo com vários pontos que você citou. Principalmente na questão do motivo correto para empreender. Porém não concordo com o seguinte:

    “No começo de carreira, todo mundo sofre e leva esporro do chefe. Todo mundo recebe menos do que deveria e é pressionado a trabalhar dezoito horas por dia.”

    Acho que isso não precisa ser assim. E pela menos na área em que eu atuo(desenvolvimento de softwares) conheço uma série de empresa que proporciona justamente o contrário do que você citou. Felizmente estou tendo a oportunidade de conhecer empresas que cada vez mais estão valorizando seus profissionais e não mais os tratando apenas como “recursos”.

    Obviamente(e infelizmente) a situação que você retratou ainda acontece. mas não podemos generalizar.

    Os empreendedores precisam de profissionais fantásticos(não gosto da palavra empregado). Empresas não são feitas apenas com Steve Jobs e Gates. Todos possuem grande importância. E ser “empregado” não quer dizer que você é “menor” que um Jobs da vida.

    Desculpas pelo longo comentário =) e mais uma vez parabéns pelo blog.

    Abraços!

    • Oi Rinaldi,

      Tenha certeza que você esta em uma posição que muitos almejam. Ser valorizado e trabalhar em um ambiente saudável, pelo menos no começo, é o sonho de grande parte das pessoas.

      Mas comigo foi na cacetada mesmo, tenho muito mais experiências negativas, do que positivas, que por um lado foi bom, me deu muita bagagem.

      Mas você tem razão na sua colocação e eu espero profundamente que as coisas mudem em solo tupiniquim…

      grande abraço!

      • Marcelo,

        Acho que é justamente este esforço incompreendido por uns que fazem uns nunca crescerem e outros aprenderem e crescerem com isso.

        O bom profissional pode ser explorado, mas ele pode aprender com isso. E a hora que ele enxergar o seu valor não há “chefe” que irá conseguir segurar esse empregado. Ele passará de importante para essencial.

        Rinaldi,

        É claro que isso está sim mudando, em algumas empresas. Mas é porque a área de TI, de um certo modo, como bem disse Jeff Atwood, é um pouco mimada. Mas vá trabalhar em outras áreas, como publicidade e jornalismo. É quase um trabalho-escravo. Ouço relatos de amigos e colegas destas áreas e fico feliz por estar numa área que valoriza mais. Mas só porque, provavelmente, você dá mais lucro para seu chefe.

        Mas, com certeza se você for um excelente profissional você algum dia será realmente valorizado. Infelizmente, as vezes, isso pode não acontecer tão cedo na sua carreira.

        Então, seja como colaborador ou empreendedor, primeiro de tudo você tem que fazer um bom, ou melhor, excelente trabalho.

        Abraço.

        • Rinaldi Fonseca

          Olá Lucas, tudo bem?

          Não acredito que isso aconteça, pelo fato da indústria de TI ser “mimada”.

          Sendo um pouco mais específico, e citando a área de “Desenvolvimento de Software”, podemos perceber que as empresas que atuam neste mercado estão “aprendendo” a tratar seus “empregados” como profissionais do conhecimento.

          Estão percebendo que a atividade de produzir softwares está mais ligada à criatividade do que à repetição. Logo, as empresas estão se preocupando em cada vez mais em proporcionar melhores ambientes de trabalho para seus profissionais. Elas também estão preocupadas em descobrir o que eu fazer para aumentar a motivação e performance de seus colaboradores.

          Um cara chamado Dan Pink realizou algumas pesquisas sobre isso. Ele mostra alguns experimentos e evidências de que o sistema tradicional de recompensa (bônus) e castigo aplicado nas empresas pode não ser bom como até prejudicial em tarefas que exigem criatividade e pensamento abrangente, habilidades necessárias nas atividades a serem feitas no século 21.

          Isso tudo está relacionado com o que estamos discutindo.

          Vejam abaixo uma palestra que ele fez no TED sobre este assunto;

          http://www.ted.com/talks/dan_pink_on_motivation.html

          • Rinaldi,

            De certo modo o profissional de TI, falando também especificamente do desenvolvedor, já quer entrar e pisar em tapetes vermelhos. Sabemos bem que isso não acontece tanto no Brasil, mas lá fora, como por exemplo nos EUA, isso acontece muito devido aos grandes salários e benefícios. Sem contar o tanto de empresa de TI e a grande falta de mão-de-obra.

            Voltando ao Brasil, temos vivido um período em que parece que os gerentes de TI agora são mais antigos desenvolvedores do que pessoas com habilidades de gestão colocadas para gerir a TI, mas que não muito entendem disso. Parece, então, que estamos tendo uma maior valorização, que acompanha o crescimento e crescente faturamento da área de TI.

            Já vi este vídeo. Realmente ele mostra que estar motivado pode e será muito melhor do que apenas uma recompensa em dinheiro, que faz o cara com o tempo parar de ser criativo e trabalhar mal caso a recompensa não aumente sempre. Já a motivação, pode ocorrer mesmo quando não existe nenhuma recompensa monetária (caso do Wikipedia).

            []s
            Lucas Arruda

  • Bela discussão. Eu concordo com o Lucas e com o Rinaldi da mesma forma, pois acredito na união das ideias:
    As corporações que estão buscando soluções de TI para seus negócios é claro que irão supervalorizar o pessoal que tem as habilidades necessárias para “tocar” isso. Mas ocorre que algumas terceirizam a área, ou ainda não vislumbraram o potencial da tecnologia da informação. Essas empresas têm a área de helpdesk que são a TI delas e os profissionais não são tão valorizados assim.
    Ainda mais, conversando com o pessoal de outras áreas (como disse o Lucas, principalmente a comercial), agente vê que o tratamento é diferente. A motivação organizacional acaba sendo somente um procedimento padrão, algo que é feito de forma mecânica, sem uma atenção às pessoas, ao individualismo.