Afinal, o que é marketing multinível?

Você deve conhecer pelo menos uma empresa que realiza marketing multinível, mas talvez não saiba que esse é o nome do processo de vendas utilizado pela marca. Esse processo se baseia na venda direta de produtos e serviços a partir de uma rede de vendedores independentes.

Sendo assim, para sanar de vez as suas dúvidas sobre o marketing multinível, elaboramos este artigo. Confira!

O marketing multinível

Também conhecido como networking marketing ou pela sigla MMN, o marketing multinível é basicamente um sistema de venda direta, que acontece por meio de uma rede de vendedores independentes. Esses vendedores atuam diretamente com o público, sem a intervenção de atacadistas ou varejistas, por exemplo.

Uma empresa de marketing multinível conta com equipes de vendedores qualificados — por meio de treinamentos e palestras —- que recebem apoio no relacionamento com os clientes e dicas para a organização do próprio trabalho.

O marketing multinível visa a criação de uma rede de representantes da empresa que optar por esse modelo de negócio. Dessa forma, é possível expandir o alcance da marca por meio da venda de produtos ou serviços.

Empresas que realizam marketing multinível

O ramo mais comum de empresas que realizam o marketing multinível é o de cosméticos. Entretanto, esse tipo de estratégia é comum a outros setores do mercado, como veremos a seguir:

Avon

A Avon abriu as portas no ano de 1886. A primeira representante comercial de vendas da empresa era uma mulher. Isso aconteceu porque os gestores acharam que a venda dos produtos da marca seria mais fácil se fosse realizada por alguém que entendesse o universo feminino.

A marca incentiva seus representantes a formarem equipes de trabalho. Dessa forma, é possível recrutar vendedores que vão ser assessorados por um líder — que, por sua vez, é assessorado pela própria empresa.

As comissões de venda direta podem variar entre 20 e 50% — de acordo com o valor do produto. Quando o representante se torna líder de uma equipe, ele recebe, além da comissão de venda própria, um percentual sobre a venda da sua equipe (que varia entre 3 e 7%).

Esse mesmo modelo de trabalho é adotado por outras empresas do ramo, como a Natura, a Mary Kay, a Jequiti e a Hinode.

Hoje, a Avon atua em mais de 100 países e possui um número superior a 5 milhões de representantes comerciais. Esses dados fazem com que a Avon seja a maior empresa de vendas diretas do mundo.

Herbalife

Um dos produtos mais vendidos da Herbalife é o shake emagrecedor, adquirido por pessoas que estão em busca de um estilo de vida mais saudável.

Por meio de um plano de compensação lucrativo, a Herbalife adquiriu mais de 160 mil distribuidores independentes no Brasil. A estratégia da empresa é semelhante à da Avon: os representantes recebem treinamentos e são incentivados a formarem sua própria equipe de trabalho. Sendo assim, é possível aumentar o valor das comissões recebidas.

Tupperware

Em 1946, Earl Tupper fundou a empresa que revolucionou a forma de armazenar alimentos. Os recipientes desenvolvidos pela empresa Tupperware são feitos de polietileno, e também começaram a ser comercializados pelo sistema de marketing multinível.

Para ser um representante da marca, é preciso adquirir os kits iniciais — a maioria das empresas de marketing multinível trabalha com essa estratégia. Os kits podem ser compostos de produtos mais simples ou de itens mais caros, de acordo com o que o futuro representante estiver disposto a investir.

O plano de compensação da Tupperware é similar ao das outras marcas: o representante ganha uma comissão por suas vendas e tem metas a cumprir. É possível crescer na empresa e assumir cargos de gerência e direção. Para chegar a esses cargos, é preciso montar equipes de trabalho, formadas por pessoas chamadas de “recrutas”.

O treinamento dos representantes de venda é dividido em duas partes, em que são oferecidas informações sobre o produto e sobre recrutamento. A primeira etapa consiste em informar o representante sobre os argumentos de venda que devem ser usados com os consumidores — tomando como base as especificidades dos produtos.

A segunda etapa aborda a atitude empreendedora. A empresa incentiva os representante a utilizarem a internet para divulgar a marca. Dessa forma, é possível que outras pessoas tenham acesso à oportunidade que a Tupperware oferece. O representante pode, a partir dessa divulgação de informações, conquistar recrutas para formarem a sua própria equipe de trabalho.

Marketing multinível x pirâmide financeira

A pirâmide financeira tem como base somente o recrutamento de representantes de venda, enquanto o marketing multinível preza pela expansão da rede de contatos.

As empresas de marketing multinível são responsáveis pelo fornecimento de produtos ou serviços, bem como pelo treinamento de seus representantes. Essas pessoas, por sua vez, são responsáveis pela criação e pelo gerenciamento das suas equipes de trabalho e da cartela de clientes. Dessa forma, é possível garantir um retorno financeiro para todos os envolvidos no processo.

Termos legais

A regulamentação das empresas que realizam vendas diretas no Brasil é feita pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Essa associação segue o código de conduta da World Federation Direct Selling Association (WFDSA).

A regulamentação das empresas de marketing multinível é necessária porque, muitas vezes, os produtos ou serviços oferecidos por marcas que se baseiam na pirâmide financeira são inexistentes. Há também casos de empresas que são sustentadas somente pela venda de kits. Esse modelo de negócio passa a ser configurado como pirâmide financeira, que é ilegal no Brasil.

No marketing multinível, a venda direta é legalizada. Além disso, os representantes passam por treinamentos e têm participação nos lucros da empresa.

Se você tem um ótimo produto ou oferece serviço de qualidade e quer dar visibilidade para a sua empresa, o marketing multinível é um excelente modelo de negócio. Por meio do MMN, é possível criar uma rede de representantes da sua marca e ampliar a sua cartela de clientes.

Se você não tem um produto, mas se considera um ótimo vendedor e tem uma veia empreendedora pulsando, o marketing multinível também pode gerar ótimos resultados. Você pode se tornar representante de empresas de sucesso, que vêm se destacando no mercado com o passar do tempo. O trabalho pode não ser fácil, mas é vantajoso para quem realmente deseja crescer profissionalmente.

Ficou interessado pelo marketing multinível? Tem alguma experiência com esse modelo de negócio? Deixe um comentário!

Entenda o que é trade marketing e por que ele é importante

Em um mercado cada vez mais competitivo, a maioria dos empreendedores está em busca de alternativas que façam seu negócio se destacar dos demais. Nesse cenário, procurar saber o que é trade marketing e como realizá-lo de forma mais eficiente pode ser a solução para todas as partes envolvidas no processo, sejam fabricantes, distribuidores ou os próprios consumidores finais.

O que é trade marketing e por que ele é tão importante?

O grande avanço da tecnologia tem tornado o mundo cada vez mais globalizado. Hoje não há mais fronteiras que não possam ser ultrapassadas e a democratização da informação tem gerado cada vez mais consumidores conscientes e exigentes. Isto faz com que tanto fabricantes quanto distribuidores de produtos procurem sua consolidação dentro do mercado, tentando sempre satisfazer as necessidades de seus clientes.

É justamente nesse contexto de grandes expectativas de desenvolvimento e aumento dos lucros que o trade marketing surge como uma estratégia para fazer com que todos saiam vencedores no final, ou seja, é a velha, mas eficiente política do ganha-ganha.

O trade marketing, nesse processo, entra como mediador de relações. Ele traz a consolidação de uma parceria forte e duradoura, estimulando o crescimento de cada ponto de venda e atendendo às necessidades de todos, tanto dos que vendem quanto dos que compram, encerrando-se assim um ciclo bem sucedido.

Para resumirmos bem o conceito de trade marketing, poderíamos fazer uma analogia com uma ponte que permite o acesso do consumidor a uma marca através dos pontos de distribuição. Ou seja, o distribuidor faz o papel de intermediador entre fabricantes e consumidores.

Como conseguir fazer do trade marketing uma estratégia eficiente?

O mercado hoje não é mais como o de alguns anos atrás. Houve uma grande transformação onde a oferta cresceu, e a procura diminuiu. Dessa forma, torna-se imprescindível fazer uso de estratégias mais eficientes para conseguir manter-se no mercado.

Para ajudá-lo na tarefa de conseguir fazer trade marketing de forma eficiente, passaremos a partir de agora a descrever 5 dicas para que você e seus parceiros possam obter os melhores resultados possíveis utilizando essa técnica.

Saiba quais são as principais necessidades do seu distribuidor

Identificar os problemas e necessidades de seus distribuidores e tentar buscar alternativas para ajudá-lo é o primeiro passo para conseguir criar um vínculo mais forte entre ambos.

Lembre-se de que ao ajudá-lo, estará ajudando a si mesmo, pois um depende do outro para continuar atuando com sucesso no mercado.

Auxiliar seu distribuidor a desenvolver estratégias, que no final acabam refletindo no consumidor, pode definir o sucesso ou mesmo o fracasso de seu produto dentro do ponto de venda.

Comprometa-se com os resultados obtidos pelo distribuidor dos seus produtos

O trade marketing eficiente deve focar sempre em seu canal de distribuição, ou seja, o seu distribuidor deve vir em primeiro lugar. Caso ele não esteja obtendo sucesso com as vendas do seu produto procure saber o que pode estar acontecendo.

Onde está o erro? Na falta de estratégia de distribuição dos produtos nas gôndolas ou mesmo na utilização equivocada dos espaços?

Se esse for o problema, dê uma consultoria para seu cliente. Procure fazer visitas periodicamente e principalmente incentive-o a buscar por soluções junto com você para melhorar ou aumentar a exposição e, consequentemente, as vendas do produto.

Ajude seu distribuidor a estudar o perfil de seus consumidores

Muitos distribuidores podem não possuir um feeling para perceber qual produto é o mais ideal para o seu tipo de cliente. Assim, fazer pesquisas sobre o perfil social do consumidor, obter informações sobre dados demográficos, entre outros, podem ajudar o seu distribuidor a descobrir qual produto terá maior aceitabilidade por parte do cliente.

Não ajudar o distribuidor a estudar seu potencial consumidor pode gerar sérios problemas. Dentre eles podemos citar uma grande quantidade de produtos parados nas prateleiras, por exemplo, o que pode causar não só prejuízos ocasionais, mas colocar em risco todo o negócio do distribuidor.

Portanto, não deixe seu cliente tentar vender gelo no Alasca. Entendeu a dica?

Faça networking para melhorar seu relacionamento com as pessoas de seu nicho

Fazer networking, nesse nosso contexto, nada mais é do que procurar estabelecer uma rede de contatos com pessoas que possam agregar algum valor ao seu negócio. É uma forma de procurar se relacionar com aqueles que atuam no mesmo nicho de mercado, ou seja, possuem o mesmo interesse que o seu.

A melhor forma de praticar networking pode ser participando de eventos, exposições ou feiras, onde você poderá apresentar sua marca e realizar negócios a partir das relações criadas com pessoas interessadas no que você faz.

Você pode continuar mantendo contato com essas pessoas posteriormente através de redes sociais, e-mails ou mesmo telefone. O importante é demonstrar não só interesse comercial, mas um comportamento menos formal para quebrar o gelo.

Procure dar suporte ao ponto de venda do seu cliente

O distribuidor tem que perceber que você se preocupa com a situação do seu negócio. Verificar primeiramente, se ele está conseguindo vender bem os seus produtos, caso contrário, dar o suporte que ele precisa para continuar a desenvolver o seu negócio de forma eficiente.

Forneça materiais para divulgação dos seus produtos e ensine-o a utilizar técnicas de atração, como uma melhor organização dos produtos, promoções, brindes, amostras grátis, entre outras estratégias para fidelização de clientes.

O importante é demonstrar interesse e fornecer o suporte que o distribuidor está precisando para dar uma guinada em seu negócio.

É bom saber também que o trade marketing deve ser considerado como uma das partes de suas ações de marketing dentro da empresa, pois ele poderá ser o diferencial para proporcionar o aumento das vendas nos seus pontos de distribuição.

Em outras palavras, o trade marketing pode ser considerado mais precisamente como uma relação tipo B2B(Business to Business), onde uma empresa procura outra para realizarem certas transações comerciais entre si.

Espero que tenha compreendido através desse artigo, o que é trade marketing e como ele pode ser utilizado para melhorar o seu negócio, elevando-o sempre a um patamar acima da concorrência.

Pronto para fazer trade marketing seguindo essas dicas? Então conte aqui pra gente! Esperamos seu comentário, o.k.?

Você sabe o que é marketing? Aprenda aqui!

O marketing é um dos conceitos de gestão mais falados e usados atualmente no mundo dos negócios. Empresas dos mais diversos tamanhos utilizam o conhecimento da área no dia a dia, em especial quando o objetivo é trabalhar estratégias de comunicação e o posicionamento da marca no mercado.

Mesmo sendo bastante conhecido e utilizado, muitas pessoas ainda fica em dúvida quando perguntadas sobre o que é marketing. Por isso, preparamos este post para servir como um guia ao seu entendimento em detalhes do marketing e de como ele pode ser útil para a sua empresa. Vamos lá?

Quando o marketing nasceu?

Datar com precisão a origem oficial do marketing enquanto atividade é impossível, já que ele nasceu praticamente junto às primeiras operações comerciais.

Enquanto os estudiosos dizem que a definição do conceito envolve identificar e satisfazer as necessidades humanas, a imprecisão de data faz sentido. Afinal, o homem tem necessidades desde sempre.

Por outro lado, se avaliarmos o marketing como campo de estudo, podemos dizer que ele surgiu a partir do momento em que o mercado se desenvolveu e a concorrência entre as organizações passou a ser acirrada.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, esse pensamento ganhou ainda mais força. O mercado foi evoluindo e o conceito do marketing foi ficando cada vez mais presente, até se tornar objeto de estudo daqueles que queriam entender como se dava a relação entre marcas e consumidores, e de que forma o entendimento da ideia poderia ser benéfico para os negócios.

O que é marketing?

O termo derivado do inglês tem sua origem na palavra “market”, que significa mercado. Poderíamos ter então uma tradução que resultaria em “mercadologia”. Ou seja, um estudo sobre a forma como o mercado se comporta e as suas diferentes relações entre os atores envolvidos.

Para compreendermos de forma mais completa é necessário buscar a definição do maior estudioso do assunto, Philip Kotler. O ícone diz que marketing é a ciência de explorar, criar e entregar valor de forma que seja possível satisfazer necessidades de um público-alvo, sempre obtendo lucro. Ou seja, é a área que identifica desejos e carências, define e quantifica o mercado e seu potencial e ainda mostra em quais segmentos a empresa estará mais apta a atingir bons resultados.

Marketing ou publicidade?

Muitas pessoas ainda confundem o marketing e a publicidade, mas é importante que se tenha claro que eles são diferentes entre si, mas complementares. Para que a distinção entre ambos faça sentido, primeiro precisamos definir também o que é publicidade.

Segundo peritos da área, a publicidade envolve toda forma de comunicação de mensagens que tenha como objetivo influenciar o consumidor a compar produtos ou serviços. É uma técnica utilizada para gerar convencimento e ainda construir uma imagem favorável a uma empresa ou marca.

Lendo a definição fica claro que os conceitos são diferentes e complementares. Andam juntos e seu principal ponto em comum é que ambos têm como foco as pessoas, entregar algo a elas.

De uma forma bastante simplista podemos dizer que o marketing é o estudo das pessoas e do mercado, enquanto que a publicidade são as ações de comunicação executadas para vender a estas pessoas.

No começo do processo, o marketing estuda o mercado, as interações e as necessidades, e passa adiante — para a publicidade desenvolver estratégias de comunicação visando gerar convencimento e vendas.

Definindo assim, fica claro que o marketing é bem mais amplo que publicidade e comunicação, e tem poder para influenciar também outras áreas da empresa.

Quais são os pilares do marketing?

Enquanto metodologia é baseado em quatro variáveis influentes na maneira de como as estratégias do negócio serão montadas e na forma de como serão entendidas as respostas do mercado às iniciativas. As variáveis são conhecidas como os 4Ps.

Elas são muito importantes, mas nunca esqueça que são apenas um modelo para classificar melhor as atividades do marketing. Em momento nenhum devem limitar as ações. Ainda mais em se tratando da realidade atual, que envolve a internet. Nela, diversos alguns desses 4Ps já não se encaixam da mesma forma.

Preço

O primeiro deles é bastante autoexplicativo. Faz referência direta ao valor do produto, e como ele será cobrado do cliente. Tem influência também na maneira como será feita a cobrança do valor, e ainda quais são as estratégias voltadas ao fluxo de caixa e pagamento da empresa.

Praça

Diz respeito ao local onde o produto será comercializado. Pode ser confuso quando o contexto analisado é de um comércio eletrônico, já que este tipo de negócio é digital e seus produtos podem ser entregues em praticamente qualquer lugar do planeta.

Produto

É a variável que fala sobre o objeto em si — suas características e o que está sendo ofertado. Da mesma forma que ajuda a entender o produto, auxilia também na definição e nos moldes dele.

Promoção

O último ponto faz referência direta às estratégias que a empresa vai usar para divulgar e promover seu produto ou serviço. É nessa variável que entra a publicidade e a comunicação.

Como funciona?

O funcionamento do marketing se baseia nos 4Ps e no estudo para entender as necessidades dos potenciais clientes. Através da promoção, convencê-los a adquirir seu produto ou serviço, entregando o valor necessário para satisfazer essa demanda não atendida.

Ele se divide entre diferentes tipos, como o direto, que é o mais comum no mercado e envolve a publicidade de massa como conhecemos; o indireto, que é mais sutil, e por vezes envolve o merchandising; o pessoal, que trabalha para indivíduos; e de uns anos para cá o marketing digital, que ganha cada vez mais adeptos.

Falando sobre este último, podemos destacar o inbound marketing e o marketing de conteúdo, duas metodologias de comunicação digital que integradas vêm modificando a maneira como as empresas trabalham sua promoção e vendas no mercado digital.

Quais são as vantagens para a organização?

Dentre todas as vantagens que podem ser percebidas nos níveis micro e macro, podemos destacar o seguinte: usando a metodologia do marketing é possível organizar a informação e o conhecimento sobre público-alvo, produto e empresa.

Possibilita a identificação potencializada de onde estão as dificuldades e de que forma se pode desenvolver e melhorar estratégias de vendas, comunicação e posicionamento no mercado.

Mostramos a você o que é marketing e como ele pode ser útil para o seu negócio. Agora, compartilhe conosco nos comentários o ponto mais adequado dele e eficiente à sua estratégia.

Entrevista com cliente: 5 dicas para se preparar

Um dos maiores desafios de quem inicia o próprio negócio é aprender a vender. O ideal é que a empresa monte um setor específico para vendas, composto por pessoas com experiência no ramo, ou por pessoas inteligentes que possam se sair bem. Porém o empreendedor que está começando, com restrições financeiras para contratações, tem de encarar pessoalmente os clientes em potencial. Uma boa entrevista com cliente é essencial para o sucesso do seu negócio.

Essa tarefa é ainda mais difícil, já que comumente trabalham com serviços inovadores, ainda desconhecidos do mercado. Nestes casos, os fundadores precisam convencer outras pessoas de que seu produto é bom, mesmo sem referências para apresentar. O problema é que a maior parte deles não faz a menor ideia de como conseguir isso.

Se você está nessa situação, saiba que terá muito trabalho pela frente. Será preciso criar um pipeline de clientes em potencial e traçar um cronograma para agendamento de visitas. Com as reuniões marcadas, você vai iniciar uma verdadeira peregrinação em busca dos primeiros contratos para prestação de serviço ou fornecimento do seu produto. E se quiser obter sucesso durante as reuniões, deverá seguir uma espécie de guia de etiqueta para não errar na hora em que estiver frente à frente com seu possível comprador. Mas fazendo as abordagens certas deverá alcançar êxito em várias dessas visitas.

O que considerar em sua entrevista com cliente

Então: esteja preparado! Siga as cinco dicas listadas abaixo e evite os erros mais comuns.

1 – Conheça seu cliente

E faça isso antes da entrevista com cliente. O pior erro a ser cometido por quem quer conquistar um cliente é demonstrar desconhecimento sobre ele. Então, antes de cada visita estude o perfil da empresa/pessoa para qual você vai oferecer seu produto. Saiba exatamente que tipo de serviço ela oferece, quem são seus principais clientes e qual a abrangência de sua atuação. Procure saber como anda o mercado nesse ramo e, se possível, estude também a concorrência.

Informações como essas permitirão que relate com maior exatidão as formas como seu produto poderá ser utilizado no cotidiano do cliente. Dessa forma, você vai deixar de falar de forma generalizada para abordar um discurso personalizado. Esse tipo de tratamento tende a agradar mais. Além disso, os clientes entenderão mais claramente o potencial do produto dentro da realidade em que vivem.

2 – Faça uma boa apresentação

Tenha certeza de que estará preparado para responder a qualquer pergunta e de que fará uma boa apresentação durante a entrevista. Não fique apenas na teoria e parta também para as demonstrações práticas. Afinal, para comprar um produto, as pessoas precisam entender como é o funcionamento dele. Leve para a reunião todo o material e equipamento necessários (e teste tudo antes). Além disso, treinar o que você vai falar pode parecer bobagem, mas ajuda a verificar quais são suas dificuldades na hora da explanação. A identificação desses pontos frágeis o ajudará a encontrar boas soluções de abordagem.

Também faz parte do quesito “apresentação”, a forma como você se veste e apresenta sua startup. Para começar, crie uma boa identidade visual com a elaboração de logo, paleta de cores e tipografia. Isso demonstrará profissionalismo. Depois, tenha certeza de que estará com um visual limpo – cabelos e unhas aparados sempre são recomendáveis – e vestido de forma condizente com o ambiente que vai visitar. Se a empresa for muito formal, com pessoas trabalhando de terno e gravata, não apareça de tênis e camiseta para sua reunião!

3 – Ofereça uma solução

Sua ideia é maravilhosa e possivelmente foi sensacional a forma como você teve aquele insight que o levou à criação da startup. Porém, vamos à realidade: seus clientes não estão muito interessados nisso. Eles querem saber como seu produto pode ajudá-los a melhorar suas práticas cotidianas. Então é exatamente sobre isso que você deve falar durante a entrevista com cliente!

Seja prático e vá direto ao assunto. Use a entrevista para explicar de forma clara o que é o seu produto e principalmente quais são as soluções que ele oferece. Mostre que conhece os problemas enfrentados pelo setor e que a sua startup foi criada para responder a essas necessidades. Lembre-se: se você não conseguir comprovar que seu produto tem uma boa utilidade, ninguém se interessará em comprá-lo.

4 – Seja rápido

Não existe um tempo pré-determinado para uma apresentação, porém é certo que hoje em dia ninguém quer ou pode perder tempo. Prepare-se para uma entrevista de no máximo meia hora e não gaste mais do que dez minutos falando sobre seu produto. Esse período é mais do que suficiente para explicar o que você tem a oferecer. Uma apresentação muito longa, além de desnecessária, ficará um saco.

O restante do tempo, deixe para que o cliente fale e faça perguntas. Escute mais, fale menos. Se for o momento, discuta o seu modelo de cobrança. Seja pontual quando se comprometer em enviar uma proposta. Se tiver um preço fechado, pode até falar sobre números. Inclusive, pode ser nessa hora o momento da grande “cartada” mostrando que a contratação da sua startup não significará gastos, mas investimento. Como? É disso que trata a quinta e última dica!

5 – Fale em números!

Sempre que possível na entrevista com cliente, explore números. Todos os tópicos acima são essenciais para uma boa reunião de negócios. Porém, para realmente obter sucesso em sua estratégia de vendas, você deverá apresentar aos clientes razões práticas para a contratação da sua startup. E não há argumentos mais fortes para gestores de empresas do que vantagens financeiras. Se o seu produto vai permitir, por exemplo, redução no tempo de produção, ou economia nos custos com comunicação ou incrementos em divulgação, então você já pode apresentar ao seu cliente boas razões para fecharem o negócio!

Portanto, a principal dica é: estude a viabilidade econômica da implantação do seu serviço nas empresas que atuam no ramo. Faça levantamentos estatísticos e mostre aos seus possíveis clientes como a contratação da sua startup pode ser vantajosa do ponto de vista econômico. Com certeza os números vão falar por si e os contratos vão começar a aparecer.

Você tem mais dicas de como enfrentar uma reunião de negócios?

Marketing de Conteúdo: Escreva uma história de sucesso para sua startup!

Você teve uma ideia que considera brilhante e decidiu empenhar tempo e recursos na transformação de seus planos em realidade. Você criou (ou tem planos de criar) uma startup. Obviamente, está decidido a transformar sua iniciativa empreendedora em um enorme sucesso. Porém, sejamos realistas: o mercado atual é extremamente competitivo e qualquer um que quiser se aventurar nele terá de trabalhar muito para conquistar seus objetivos. “Mas, como isso é possível?!”, você se pergunta.

Não existe uma fórmula mágica. Há inúmeros fatores decisivos para o sucesso de uma startup e a divulgação é muito importante. Se ninguém conhecer seu serviço ou produto, será quase impossível competir e crescer. Já dizia o velho ditado: “A propaganda é a alma do negócio”.

Embora antiga, essa é uma máxima que não perdeu o significado com o passar do tempo. O que mudou foi a publicidade em si. A propaganda, nos dias de hoje, é bem mais ampla do que os tradicionais anúncios pagos, ou os releases e textos institucionais desenvolvidos pelas assessorias de imprensa. O conceito de startup é relativamente novo e está intimamente ligado ao termo “inovação”. Isso quer dizer que para sua empresa conquistar espaço precisa buscar também ferramentas inovadoras de gestão. E um desses poderosos instrumentos é o Marketing de Conteúdo.

Mas, afinal, o que é Marketing de Conteúdo?

Trata-se da mais nova aposta entre os profissionais da Comunicação Corporativa. Por meio dessa ferramenta, as empresas estão criando canais próprios e eficazes de divulgação, com o objetivo de expandir o mercado em que atuam, conquistar e fidelizar os clientes e, ao mesmo tempo, fortalecer e agregar valor ao nome da marca. E para uma startup, acredite, esses fatores são vitais.

Mas, como isso funciona na prática? Para começar, é importante definir com quais meios você vai trabalhar: site, blog, redes sociais, etc. Depois, é preciso conhecer qual o seu público alvo. E, por fim, você deve desenvolver um plano de ação que inclui a definição dos temas a serem abordados (afinal, qual a mensagem que você e sua empresa querem passar?) e a periodicidade das atualizações. Feito isso, é só começar a gerar o conteúdo.

Mas, esteja atento porque o material deve ser elaborado de forma estratégica! Nada de falar sobre a própria empresa, isso é propaganda pura e simples e não agrada ao consumidor de hoje, que está cada vez mais exigente. É preciso dar ao seu público-alvo informações úteis e de qualidade. Coloque-se no lugar do cliente e tente entender seus problemas. É sobre isso que você deve falar. Faça com que seu site, blog e perfis nas redes sociais sejam fonte de informação. Se você quer mostrar ao mercado que é o melhor no seu ramo, então demonstre que tem conhecimento e autoridade para falar sobre o tema!

Uma empresa de roupas e acessórios, por exemplo, pode postar dicas de saúde e beleza. Uma construtora pode produzir informação sobre o comportamento do mercado imobiliário. Uma firma de contabilidade pode ajudar seus clientes a reduzir custos e a analisar as possibilidades de redução de taxas e impostos. E a sua startup deverá, da mesma forma, gerar conteúdo sobre o ramo em que atua. Quanto maior o volume e a qualidade dos textos e informações disponibilizados, maiores serão as suas chances de sucesso.

O raciocínio é simples: publicações com informações corretas e de qualidade vão gerar links, compartilhamentos e tráfego. E, quanto maior o número de acessos no seu site, blog ou redes sociais, maior credibilidade a sua empresa terá. Logo, sua marca vai conquistar mais clientes e também a atenção da mídia e dos jornalistas do segmento. Sua empresa, aos poucos, vai se tornar uma autoridade no assunto. E assim que isso acontecer você vai atrair os investidores que precisa para alavancar os negócios e transformar sua startup em uma empresa grande e lucrativa.

Como educar seus clientes

A partir do momento em que a sua startup estiver gerando material de qualidade na web e conseguindo atrair os “corações e mentes” do público, você vai perceber que o Marketing de Conteúdo é muito mais do que a simples disponibilização de informação. A sua estratégia vai educar seus clientes.

Não se trata de manipulação. Nem pense nisso, porque a transparência é uma das principais virtudes do Marketing de Conteúdo. O fato é que a partir das informações que você disponibilizará, vai conseguir contribuir para a formação de opinião daquele público que consome seu produto ou serviço. E isso, sem dúvida, vai agregar valor à sua marca, já que o consumidor vai passar a se identificar com ela.

Para conseguir isso, no entanto, é preciso atenção a diversos fatores. O material que você vai postar tem, necessariamente, que conter informações verdadeiras e atuais. Você precisa ter certeza de que estará disponibilizando material de alta qualidade que não pode, de forma alguma, ter a credibilidade questionada. Portanto, é preciso buscar fontes confiáveis e, principalmente, profissionais capacitados para elaboração dos textos.

Seu concorrente já entendeu a importância do Marketing de Conteúdo. Não fique para trás.

As estatísticas mostram que em pouco tempo o Marketing de Conteúdo deixará de ser uma “vantagem” e se tornará essencial, básico para qualquer empresa. Esse não é um investimento restrito às grandes corporações. Pelo contrário, é mais acessível do que os anúncios pagos em mídias convencionais e proporciona resultados duradouros.

Com toda certeza, o seu concorrente já entendeu a importância desse instrumento de comunicação com o mercado. Se ele ainda não está utilizando essa ferramenta, já pode estar planejando fazê-lo. E você, é claro, não pode ficar para trás. Portanto, trace seus objetivos e metas e comece o quanto antes a colocar seu plano em ação!