Startups: Minha ideia é boa?

Avançando nos posts semanais sobre startups, finalmente deixamos a parte mais conceitual e seguimos para colocar a mão na massa. Vamos falar sobre como saber se você tem uma boa ideia de negócio!

Você leu todos os posts anteriores e chegou a conclusão que realmente está pronto e preparado para abrir sua startup, surge a pergunta: Qual o primeiro passo?

O primeiro passo é se concentrar no desenvolvimento de uma ideia. No artigo passado em que falei sobre o valor das suas ideias para sua startup, mencionei que uma ideia vale quase nada, mas nesta fase, seu valor muda de figura e ela começa a ter pesos para serem confrontados e lhe auxiliar a decidir qual delas é mais interessante.

Como saber se a sua ideia é boa

Não existe uma fórmula mágica para definir se uma ideia é boa ou não, mas existem diversas características que você deve se preocupar, que irão classificar suas ideias e servir como apoio para decidir qual executar.

Seu ramo de especialidade

É muito comum que as pessoas pensem em fazer algo diferente do que elas realmente tem experiência. Noto que muitos desses casos, é parte de uma fuga, por estarem tão cansados do dia-a-dia como empregado, que pensam em empreender, mas desde que não tenha relação com a rotina atual.

Não cometa essa erro. Desenvolva ideias na sua área de especialidade. Não queira inventar um foguete, se você não entende nada de foguetes. Ou um sistema operacional, se você não entende nada de sistemas operacionais. Faça o que você já sabe fazer e tem experiência, dessa forma você minimiza os riscos e aumenta as chances de ter sucesso.

Baixo investimento

Ter ideias que exigem um custo de implementação alto é fácil, não precisa ser gênio. Deixe isso para os grandes, que tem mais experiência e dinheiro. Você tem outra realidade, precisa se concentrar em negócios que tenham investimento quase zero. Mesmo que você esteja em um segmento que exija capital, acredite, sempre existe uma forma mais barata de executar um negócio.

Escalabilidade

Qual é o tamanho do mercado que você irá trabalhar? Uma vez que você encontre o modelo para crescer, até que ponto será possível escalar sua empresa? Quanto maior a possibilidade de escalonamento, mais interessante o negócio fica. É bom ter isso muito claro antes de decidir qual ideia você desenvolverá, porque se o seu mercado for muito verticalizado e segmentado, pode ser que não tenha público suficiente para o sucesso. Minimize os riscos e priorize os negócios que sejam escaláveis.

Viabilidade financeira

Saiba claramente como fazer a formação de preços do seu produto ou serviço, entenda qual sua margem, impostos, custos fixos e variáveis envolvidos. Não é necessário se aprofundar nesta fase, o importante é detectar prematuramente ideias com erros básicos. Que tenham margens muito baixas, ou produtos/serviços que ficarão com preços incompatíveis com o segmento ou pouco competitivos.

Competidores

Se você vai entrar num mercado competitivo, é fundamental ter um mapa de todos os concorrentes, e acima de tudo, saiba como irá se diferenciar do restante. Onde está seu valor? Porque as pessoas enxergarão que você é mais interessante que os atuais concorrentes? Não existe certo ou errado aqui, confrontando as ideias você conseguirá identificar qual tem maior chances de ganhar market share.

Riscos

Todo negócio tem risco. Quais são os riscos do seu? Você é dependente de algum fornecedor? De algum cliente? De alguma plataforma? Algum concorrente para se preocupar? Variação do câmbio? São infinitas as possibilidades, liste os riscos das suas ideias e leve em consideração antes de avançar.

Conclusão

Pense. Pense. Pense. Depois coloque tudo no papel, defina valores para cada um dos tópicos mencionados acima, crie novos se fizer sentido, e por fim, faça uma classificação por prioridade, para finalmente chegar a uma conclusão e selecionar a sua ideia.

O próximo passo chama-se validação da ideia. Selecione amigos ou pessoas estratégicas, que tenham conhecimento do segmento que você pretende entrar, de preferencia neste momento, pessoas de confiança. Apresente a ideia, conte todos os detalhes e veja qual a reação da pessoa. Repita isso com diversas pessoas distintas, até você estar convencido de que vale a pena ir a diante e executar. Ou caso a reação seja negativa, assumir que não foi uma boa ideia e desenvolver uma outra.

Neste artigo eu não quis misturar com as considerações da parte de execução, estas eu falarei mais pra frente, em artigos exclusivos, focados em execução.

Na sua opinião, quais outros cuidados um empreendedor deve ter ao selecionar sua ideia? Deixe um comentário.

Startups: O que é uma startup?

Há seis semanas tenho escrito exclusivamente sobre startups e algumas pessoas ainda me perguntam:

“O que significa startup?”

Resolvi que antes de avançar no tema, falarei sobre isso. Possivelmente você tem uma startup e talvez não saiba. Se você se interessa por startups, tem ou pretende abrir uma, você deveria receber os posts e participar das discussões semanalmente. Se você ainda não recebe, sugiro que se cadastre para receber por email aqui, ou se preferir por rss aqui.

O que são startups e o que o termo realmente significa?

O termo ficou famoso durante a primeira grande bolha da internet (dot-com bubble), nos Estados Unidos, entre 1995 e 2000. Significava uma ou mais pessoas, executando uma ideia, para possivelmente se tornar uma empresa rentável.

O número de startups criadas nesta época que receberam investimentos foi fora do comum. Pouco tempo depois, muitas dessas startups quebraram e o dinheiro investido foi para o ralo. Por outro lado, muitas pessoas ganharam uma quantidade absurda de dinheiro em pouquíssimo tempo. Isso chamou a atenção do mundo e desde então o termo startup nunca mais deixou de ser utilizado.

Muitas startups tentam ser significativas a ponto de mudar o mundo. Para atingir este objetivo, é necessário muito investimento – financeiro. Diversas empresas que hoje conhecemos (IBM, Cisco, HP, Microsoft, entre outras) que já foram uma startup um dia, se não tivessem recebido investimentos, talvez hoje não existissem.

Dada tamanha importância desses investimentos, os investidores, Angels e VCs, tem um papel vital para o ecossistema de startups. Por este motivo, o peso de sua influência no termo startup é gigante e muitos deles são adeptos da seguinte definição:

“Uma startup é uma organização formada para encontrar um modelo de negócio repetível e escalável”

Em outras palavras e trazendo um pouco para a nossa realidade. Uma startup é uma empresa recém criada, de qualquer ramo ou área.

As startups nascem de ideias de empreendedores, que acreditam poder fazer um produto ou serviço significativo e rentável. Durante o processo de desenvolvimento dessa ideia, define-se um modelo de negócio.

Absolutamente todas essas definições iniciais, são suposições, tanto que em muitas startups essas suposições provam-se falsas no meio do caminho e novas suposições são feitas.

Essa inclusive é uma das características mais fortes e importantes de uma startup, afinal, é importante que o empreendedor entenda e assuma que tudo são chutes, que precisam ser testados e validados, e caso o chute esteja errado, rapidamente mude para testar e validar novas suposições.

Quando fala-se de modelo de negócio, trata-se de entender de forma clara e objetiva, como a empresa cria valor para os clientes. Qual sua estratégia, operação e modelo econômico.

Quando fala-se de repetível e escalável, estamos falando que, após encontrar o modelo acima, ele deverá ser passível de repetição e escalonamento. Afinal, de nada adiantaria você encontrar um modelo que só funcionaria para um pequeno grupo de pessoas, certamente isso seria um modelo falho com passagem marcada para o insucesso.

Quando o modelo encontrado for repetível e escalável, bastaria então acelerar as aquisições de clientes para a empresa crescer. Resumindo, os investidores poderiam, na teoria, jogar um caminhão de dinheiro nesta startup, que ela rapidamente cresceria e traria ótimos resultados.

Você tem uma startup? Que tal nos contar sobre ela deixando um comentário?

Startups: Quanto vale uma ideia?

Quase uma década atrás, li um livro sobre a história da internet no Brasil, onde muita gente ganhou dinheiro fácil e a ideia de que seria assim pra sempre estava na cabeça de todo mundo. Havia uma foto de um cidadão, com um copo de whisky (cheio) na mão, certamente em uma festa, com um largo sorriso no rosto e uma placa pendurada no pescoço que dizia:

“Compro boas ideias para internet, pago R$10.000,00”

Mas logo a lição veio e as pessoas caíram na real. A vida não é um conto de fadas e ninguém compra ideias, sabe por quê?

Uma ideia mal executada não vale nada

É incrível como a grande maioria das pessoas pensa exatamente o contrário. Todo mundo já teve grandes e maravilhosas ideias, e elas não deram em coisa alguma, sabe por quê? Porque elas não foram bem executadas.

Uma ideia só começa a criar valor quando ela é executada. A partir desse momento, ela deixa de ser algo abstrato e passa a ser algo que existe no mundo real. Como estamos falando de startups, executando uma ideia, você pode transformá-la em uma startup. Quanto melhor for a execução, maior valor a startup terá.

A partir desse momento, o que faz a diferença é o principal fator para uma startup vingar. Pessoas. Um excelente time, experiente, bem motivado, organizado e com as ferramentas certas, faz toda diferença.

Se você entregar uma excelente ideia, a um excelente time, sua ideia possivelmente será um sucesso. Agora tente entregar essa mesma ideia a um time medíocre, insucesso garantido. Qualquer ser pensante tem ideias, o que faz a grande diferença chama-se execução.

Teve uma época na internet mundial, onde fazer um buscador de sites era uma febre tão grande, como hoje é criar um site de compras coletivas. Hoje quando nasce um site de compra coletiva, tudo mundo pensa: Coitado, não tem ideia do que está fazendo. Naquele época, vieram dois coitados, Larry Page e Sergey Brin, e apresentaram um novo site de buscas. A grande diferença, é que eles executaram aquela ideia tão batida, melhor que todos os maiores players do mercado. Em poucos anos dominaram o mercado de buscas no mundo.

Ainda não acredita? Vamos aos números…

Todos os anos, centenas de milhares de americanos perseguem o sonho de ser dono da sua própria empresa. Centenas de milhares de lâmpadas são acesas e surgem fabulosas e infalíveis ideias, que consequentemente se tornam empresas formais. Todos esses gênios empreendedores ficam ricos e vivem felizes para sempre. Bem, não é exatamente assim. Simplesmente 90% dessas centenas de milhares de empresas, morrem logo no primeiro ano.

Note que não estou falando mais de ideias, estou falando de startups, de empreendedores que tiveram ideias, pensaram, rabiscaram e decidiram apostar tudo e executar. Estou falando de investimentos, funcionários, escritórios, e tudo mais que pode ser necessário para uma determinada startup vingar.

Os números dizem: Se você abrir uma startup, sua chance de sucesso é mínima.

Deixe de se apegar tanto a ideia e foque em fazer acontecer. Não tenha medo de compartilha-la com os mais próximos. Na fase onde nada foi feito, é importante entender a percepção das pessoas e discutir os obstáculos do período de execução. Afinal, você não quer perder seu tempo, trabalhando em uma ideia onde a maioria das pessoas não enxerga valor, não né?

Se apegar a uma ideia nos dias de hoje é tão ridículo, que a maioria dos VCs (Venture Capitalists), não recebem mais empreendedores que antes de iniciar uma conversa, exigem um NDA (Non-disclosure agreement) assinado. VCs não investem em ideias, investem no que foi feito, no time, e no potencial.

Pare de viver no mundo das ideias, vamos suar a camisa?

Startups: Quer entrar na moda?

Acreditava enquanto pequeno, que as empresas que existiam antes do meu nascimento, e perduraram durante toda minha infância, monstros como General Motors, Ford, IBM e HP, fossem gigantes imortais.

Cresci com a ideia de que trabalho fosse algo físico e que exigisse muitas mãos, para construir carros, processadores, memórias, computadores ou softwares e que por este motivo, seria quase impossível uma nova empresa alcançar um gigante.

Nunca havia me ocorrido, e imagino que para vocês também não, que dois meninos em uma garagem, poderiam escrever um software e uma década depois, teriam criado uma das empresas mais valiosas, comentadas e promissoras do mundo, acima inclusive das gigantes imortais das quais mencionei. As coisas mudam, e mudam rápido.

Resultado? Novos ídolos. Qual é a criança que quer torcer para o time que esta perdendo? A nova geração olha para o novo, para o promissor, para o que cresce mais rápido, para o futuro.

Abrir uma startup é a última moda nos Estados Unidos, principalmente no Silicon Valley. No Brasil estamos um pouco atrás, mas a onda esta crescendo a passos largos.

Largar a faculdade como Steve Jobs e Bill Gates virou mais do que moda, é a nova tatuagem e o piercing, principalmente se o seu foco for software e internet. Normalmente quem as funda, já detém todo o conhecimento que precisa, então porque perder tempo com universidades?

Quem não quer ficar rico e ter o sucesso que Mark Zuckerberg teve? Fundar o Facebook aos 20 anos e pouco depois figurar na Forbes como um dos homens mais ricos do mundo. Fama. Riqueza. Glamour.

Quem diabos quer ter um patrão? É simples, basta pular a pequena etapa de ter chefes, não consiga um emprego e abra sua própria empresa. Consiga um investimento e você nunca precisará ter chefe na vida. Fácil, não?

Além do mais, se você tiver um chefe, certamente terá que trabalhar muitas horas extras e para os outros, e se você abrir uma startup, poderá trabalhar a hora que quiser e quanto quiser. Certamente poderá sair na quinta-feira para ir a praia e quem sabe voltar na terça para não pegar transito, moleza, né?

Se as razões para você abrir uma startup são essas. Só posso lhe desejar boa sorte, porque este é o único recurso que você poderá contar. Sorte.

Agora, se a razão do seu desejo de abrir uma startup é:

Você ama seu produto ou serviço e é exatamente o que quer fazer todos os dias da sua vida. Mais do que ninguém acredita e tem plena confiança que vai dar certo e que existe um espaço no mercado a ser tomado ou criado. Seus argumentos convencem, entretém e animam todos ao seu redor.

Está ciente de que a maioria das startups quebram nos seus primeiros anos de vida, e que existe uma grande chance de sua startup quebrar, principalmente se for a primeira.

Aceita e entende que o processo de desenvolvimento de uma startup leva anos e exige muitos sacrifícios e o principal deles é trabalhar muito e ganhar pouco.

Então você não quer só estar na moda e você certamente não precisa de boa sorte!

Startups: Sangue empreendedor

A partir do momento que você decide abrir uma startup, o conhecimento técnico deixa de ser algo importante e passa a ser um pré-requisito e você não pode ser nada menos do que uma autoridade no assunto. Mas você tem o sangue empreendedor para ter sucesso?

Quando você chega ao ponto de abrir uma startup, não existe meio termo, ou você da resultado ou quebra a cara e fica de fora do jogo. Não é como provinha de faculdade que bastava ficar acima da média para passar. Se você não tirar dez, você não só vai repetir, como voltará a ser empregado.

Por que sangue empreendedor é fundamental

O que não falta é empresa no mercado fazendo o que você ainda quer começar a fazer. E não fique feliz pensando “Ah, eu sou diferente pois ainda não existem players no meu segmento!”. Ainda. Porque se o seu segmento for interessante, nos meses seguintes ao lançamento nascerão pelo menos dez. Acredite, será muito pior do que você imagina, um deles vai chegar com investimento pesado, outro vai derrubar o preço do mercado tendo muito mais recursos que você, outro vai dar o seu produto de graça, enfim. Para ser e se manter competitivo não basta trabalhar para ser bom, você tem que ser o melhor.

Seja qual for o seu meio de aprendizado, use-o diariamente para o seu aperfeiçoamento. Não acredite nas formalidades da sociedade, acredite no que lhe trás resultado aplicável no mundo real. Um curso universitário hoje em dia, raramente lhe agrega conhecimento para utilização na prática. A maior parte das vezes, se não todas, é uma grande perda de tempo. Faça uma faculdade porque você quer e gosta, mas não confie nele o seu principal aprendizado. Aprenda de outras formas, de preferência sozinho e na prática.

O conhecimento técnico é fundamental para a abertura de uma empresa. Normalmente este conhecimento que você deve ter é sobre o serviço ou produto que você esta criando, por exemplo software. Ou, algum conhecimento que auxiliará o desenvolvimento deste negócio, como por exemplo vendas ou marketing. Neste último caso, é altamente recomendado que você tenha um sócio que detenha este conhecimento. É quase uma obrigação que o conhecimento principal do negócio esteja entre os acionistas.

Não queira se meter em uma área que você não domina. No começo da internet, fui com a cara e a coragem no maior sebo da américa latina. Bati o maior papo com o dono, vendendo que eu poderia colocar todos os seus livros catalogados na internet e que com o comércio eletrônico ele iria vender como jamais sonhou. O dono, depois de me escutar pacientemente durante vários minutos, sorriu e disse:

– Meu insumo vem do próprio cliente, nem sempre eu posso vender sem comprar. Se eu fizer como você falou, em poucos meses estarei morto.

Como se não bastasse a lição, continuou:

– Além disso, a Amazon já veio aqui me contando a mesma estória umas três vezes e todas elas eu disse não.

Eu não entendia nada de livros, muito menos de sebos. Aprendi a lição cedo.

Obviamente que você não pode ser o melhor em tudo e nem ter todos os conhecimentos, por isso entra o balanceamento com sócios. É difícil lembrar de Steve Jobs sem lembrar de Steve Wozniak, ou Bill Gates e não lembrar de Steve Ballmer. São sociedades muito bem equilibradas, cada qual com sua especialidade técnica, é fundamental ter um, principalmente se for a sua primeira startup. O restante contrata-se/terceiriza-se.

É importante também ter um conhecimento básico sobre temas que você vivenciará diaramente, muitos estão citados no mapa mental, estou falando de finanças, rh, gerenciamento, contabilidade, direito, vendas, marketing, etc.

Isso tudo é pré-requisito e se você se empenhar, pode deter o conhecimento e ser o melhor, mas muitos dizem que para ser empreendedor você deve ter sangue empreendedor. Esse termo refere-se ao seu posicionamento e atitude perante a vida.

Além de querer suceder como empreendedor mais do que tudo no mundo, você precisa estar provando todos os dias porque você merece mais do que ninguém chegar lá. Você precisa ler todos os livros, revistas, jornais, blogs, twitters. Ir a todos os eventos/palestras. Estar muito bem relacionado e conhecer todo mundo do segmento. Escrever um blog/Fazer um podcast/Videocast. Trabalhar três/quatro turnos todos os dias. Abdicar de vida social. Ter foco. etc.

Isso é ter sangue empreendedor, é posicionamento e atitude focada em ser o melhor, em cada minuto da sua vida. Ninguém vai te ensinar a ser assim, ou você é, ou talvez não seja empreendedor.